Amazonas ganha quatro reservas de desenvolvimento sustentável
Decretos assinados por Lula criam quatro reservas no Amazonas, totalizando cerca de 669 mil hectares. A medida busca conciliar preservação ambiental, manejo sustentável e permanência das populações locais. O pacote também inclui concessões florestais e R$ 50,5 milhões para territórios quilombolas.

Divulgação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, em 8 de setembro, decreto que cria quatro reservas de desenvolvimento sustentável no Amazonas. As novas unidades de conservação somam aproximadamente 669 mil hectares e têm como objetivo proteger a biodiversidade, os recursos naturais e os modos de vida das populações agroextrativistas da região.
Reservas somam 669 mil hectares
O conjunto é formado pela Reserva de Desenvolvimento Sustentável Tupana Igapó-Açu I, em Borba; Tupana Igapó-Açu II, em Beruri e Tapauá; Canaã, em Careiro e Autazes; e Mirari, em Humaitá. Ao todo, as áreas chegam a cerca de 669 mil hectares.
Diferentemente de unidades que exigem afastamento humano, as reservas de desenvolvimento sustentável permitem a ocupação de populações tradicionais e o uso planejado dos recursos naturais. O modelo busca compatibilizar a conservação da floresta com atividades econômicas de baixo impacto, como o extrativismo e outras práticas sustentáveis.
Concessões ampliam manejo florestal no Amazonas
Durante o mesmo evento, o Serviço Florestal Brasileiro assinou contratos de concessão das Unidades de Manejo Florestal II e III da Floresta Nacional de Humaitá. Os acordos têm prazo de 40 anos e abrangem 162,7 mil hectares.
Com as novas concessões, as três unidades de manejo da Flona de Humaitá passam a totalizar 200,9 mil hectares sob administração voltada ao manejo florestal sustentável. A medida permite o aproveitamento controlado da floresta, mediante regras destinadas a reduzir impactos ambientais e incentivar atividades produtivas legais.
Fundo Amazônia destina recursos a comunidades quilombolas
A ocasião também marcou a liberação de R$ 50,5 milhões do Fundo Amazônia para o projeto Naturezas Quilombolas. Os recursos, não reembolsáveis, serão destinados à gestão territorial e ambiental de comunidades quilombolas localizadas na Amazônia Legal.
O projeto prevê a elaboração e a implementação de planos de gestão em mais de 16 territórios. A execução ficará sob responsabilidade da Fundação Guamá, com prazo de 60 meses, e deverá fortalecer a regularização, a conservação e o desenvolvimento de atividades sustentáveis nessas comunidades.
Lula defende valor econômico da floresta preservada
Lula também assinou decreto que amplia em 7.192 hectares o Parque Nacional de Sete Cidades, no Piauí, elevando sua área total para 13.502 hectares. Em seu discurso, destacou o potencial econômico do turismo em áreas preservadas e defendeu que a floresta em pé pode gerar mais riqueza do que o desmatamento.
A assinatura dos decretos ocorreu em referência ao Dia da Amazônia, celebrado em 5 de setembro. O pacote reúne ações de criação de unidades de conservação, concessão florestal e financiamento de projetos comunitários, com foco na preservação ambiental associada à geração de renda para populações tradicionais.
Newsletter
Escolha seus assuntos favoritos e receba em primeira mão as notícias do dia.








