Aliados de Lula defendem combate à milícia em São Gonçalo
Eduardo Paes e Pedro Paulo defenderam ações contra milícias em São Gonçalo durante ato com Lula. Paes prometeu priorizar o Complexo do Salgueiro se for eleito governador do Rio.

Divulgação
Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva defenderam, nesta quinta-feira (24), o enfrentamento das milícias em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Durante ato na cidade, o candidato ao governo estadual Eduardo Paes (PSD) e Pedro Paulo (PSD), que disputa uma vaga no Senado, apresentaram a segurança pública como prioridade de governo e associaram o avanço do crime organizado à perda de direitos básicos pela população.
Paes afirmou que comerciantes de diferentes regiões de São Gonçalo são obrigados a comprar mercadorias de integrantes de milícias ou do tráfico. Segundo ele, produtos como farinha, frango e gás de cozinha circulam sob controle criminoso em parte do território municipal. O candidato citou ainda a cidade do Rio e a Baixada Fluminense para defender uma resposta mais ampla contra diferentes formas de domínio territorial.
Paes promete ação no Complexo do Salgueiro
O ex-prefeito do Rio prometeu começar o eventual governo pelo Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo. “O primeiro território a ser devolvido aos homens e mulheres de bem e às famílias vai se dar na cidade de São Gonçalo, mais especificamente no Complexo do Salgueiro”, declarou. A cidade é administrada por Capitão Nelson (PL), pai de Douglas Ruas (PL), candidato ao governo do Rio.
Pedro Paulo pede atuação conjunta
Pedro Paulo defendeu uma ação coordenada entre União, Estado e municípios. Ao citar números de sua avaliação política, disse que cerca de 4 milhões de pessoas vivem sob controle ou influência de organizações criminosas e que ao menos metade dos moradores de São Gonçalo reside atrás de barricadas. Para o candidato ao Senado, a recuperação dessas áreas exige integração entre forças de segurança, políticas sociais e presença permanente do poder público.
Lula liga segurança à disputa eleitoral
Lula disse que havia receio entre aliados de realizar o ato em São Gonçalo por se tratar de uma cidade governada por adversários políticos e de ter no filho do prefeito um candidato ao Palácio Laranjeiras. Segundo o presidente, a presença da população no evento eliminava qualquer risco. Em seguida, sem citar nominalmente Douglas Ruas, afirmou que “não cabe a representação de miliciano” no Palácio do Planalto, transformando o combate às milícias em um dos temas da disputa eleitoral.
Também participaram da agenda a primeira-dama Janja Lula da Silva, a candidata ao Senado Benedita da Silva (PT), o prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere (PSD), e o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves (PDT). Lula já havia estado na capital fluminense na sexta-feira (18) para um compromisso sobre o enfrentamento ao crime organizado, quando lançou uma ação conjunta de segurança com estados e municípios. As falas em São Gonçalo colocam a cidade no centro do debate estadual e aumentam a pressão por propostas concretas de retomada dos territórios controlados por grupos criminosos.
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