Direita com maioria no Senado transformará país num inferno, diz Lula
Em ato em São Gonçalo (RJ), Lula defendeu o voto em aliados à Casa Alta e afirmou que uma maioria da direita no Senado pode dificultar a aprovação de propostas voltadas aos trabalhadores.

Divulgação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) usou um ato de campanha em São Gonçalo (RJ), nesta quinta-feira, 24 de setembro de 2026, para alertar os eleitores contra uma possível maioria da direita no Senado. Ao lado de Benedita da Silva (PT) e Pedro Paulo (PSD), candidatos à Casa Alta integrados à chapa encabeçada por Eduardo Paes (PSD), Lula apresentou a disputa como decisiva para o futuro político do país.
Uma disputa com impacto direto no governo
Para o presidente, a composição do Senado pode influenciar a capacidade do Executivo de aprovar propostas e sustentar alianças políticas. Entre as áreas diretamente afetadas pela votação estão a legislação trabalhista, a reforma tributária, as prioridades orçamentárias e a aprovação de nomeamentos para cargos importantes do Estado. Lula afirmou que, se a direita conquistar maioria na Casa Alta, o país será "transformado num inferno".
A declaração reforça a tentativa de apresentar a eleição como uma escolha ampla, que ultrapassa a disputa entre nomes individuais. O presidente pediu que os eleitores votassem em candidatos alinhados ao seu projeto político e criticou a extrema-direita, afirmando que o país não pode apoiar quem, em sua visão, representa ameaça à democracia e aos direitos conquistados pela população.
Trabalhadores são o centro da mensagem
Lula também destacou que votar em aliados é uma forma de garantir a aprovação de medidas consideradas importantes para a classe trabalhadora. Segundo o presidente, homens e mulheres devem escolher candidatos que estejam "jogando no mesmo time" e defenderem políticas voltadas aos trabalhadores. A mensagem procurou converter a disputa eleitoral em uma decisão vinculada aos interesses sociais e econômicos dos eleitores.
Eleitores mais velhos entram na mobilização
Além dos candidatos ao Senado, Lula direcionou um apelo especial aos brasileiros acima de 60 anos, especialmente àqueles que não votam por desinteresse ou pela crença de que a participação eleitoral não faz diferença. O presidente argumentou que os idosos continuam tendo filhos, netos e interesses políticos a defender, e pediu que não abandonem a participação nas eleições.
A mobilização de eleitores mais velhos indica que a campanha considera relevante a presença de todos os grupos etários. Para Lula, a votação na Casa Alta pode definir não apenas a composição do Legislativo, mas também o rumo das políticas públicas e a força das alianças que sustentam seu governo nos próximos anos.
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