Aécio Neves encerra 40 anos de mandatos eletivos após derrota em Minas Gerais
O ex-governador de Minas Gerais, Aécio Neves, não conseguiu vaga no Senado e, pela primeira vez em quatro décadas, ficará sem um cargo eletivo, marcando o fim de uma longa trajetória política ininterrupta.

Divulgação
Após quatro décadas de presença ininterrupta na vida pública brasileira, Aécio Neves, deputado federal e presidente nacional do PSDB, de 66 anos, não conseguiu se eleger para um cargo eletivo no pleito mais recente. A derrota na disputa por uma das duas vagas ao Senado por Minas Gerais marca um ponto de virada na carreira política do tucano, que pela primeira vez desde 1986 não ocupará um posto eletivo. Ele terminou a corrida em sétimo lugar, com um total de 835.766 votos, correspondendo a 4,07% dos votos válidos.
O resultado em Minas Gerais
A disputa pelo Senado em Minas Gerais foi acirrada, com Domingos Sávio (PL) e Marília Campos (PT) sendo os eleitos, com 24,21% e 19,44% dos votos, respectivamente. Carlos Viana (PSD), que buscava a reeleição, ficou em terceiro lugar, com 17,46%. Além desses, outros nomes como Áurea Carolina (Psol), Marcelo Aro (PP) e Marco Antônio Superman (Novo) também obtiveram uma votação superior à de Aécio Neves, refletindo a fragmentação e a renovação parcial do cenário político mineiro e o desejo de mudança do eleitorado.
Uma trajetória de quatro décadas
A interrupção de sua sequência de vitórias eleitorais encerra um ciclo político notável. Iniciado em 1986, Aécio Neves construiu uma carreira robusta, com múltiplos mandatos como deputado federal, chegando à presidência da Câmara dos Deputados. Posteriormente, governou Minas Gerais por dois mandatos consecutivos e atuou como senador da República. O ápice de sua carreira se deu em 2014, quando disputou a Presidência da República e alcançou o segundo turno, enfrentando a então presidente Dilma Rousseff (PT).
Declínio e desafios futuros
Considerado por muitos um dos principais nomes da oposição aos governos do Partido dos Trabalhadores, a trajetória de Aécio Neves foi significativamente impactada por acusações e investigações relacionadas à Operação Lava Jato nos últimos anos. O resultado do último pleito sela a perda considerável de espaço político do tucano, um declínio que vem sendo observado nos últimos anos. Apesar da derrota nas urnas para um cargo executivo ou legislativo, ele permanece na presidência nacional do PSDB, enfrentando o desafio de reposicionar o partido e sua própria imagem em um cenário político em constante mutação.
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