29 de 38 ministros fazem campanha por Lula nas redes sociais
A 14 dias do 1º turno, 29 ministros publicaram ou compartilharam mensagens de apoio à reeleição de Lula. Outros nove não registraram campanha direta em seus perfis pessoais.

Divulgação
A 14 dias do 1º turno das eleições, a campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva mobiliza a maioria dos ministros do governo federal nas redes sociais. De um total de 38 integrantes da Esplanada, 29 publicaram ou compartilharam mensagens favoráveis ao petista em seus perfis pessoais.
Os outros nove ministros não fizeram publicações diretamente relacionadas à campanha. Cinco deles não possuem perfis pessoais nas redes sociais, enquanto quatro mantêm contas, mas não registraram apoio explícito à disputa eleitoral. A ausência de postagem, contudo, não significa necessariamente oposição, podendo indicar apenas uma opção de não envolvimento público na propaganda digital.
Mensagens de apoio em diferentes ministérios
As manifestações seguem formatos variados. O advogado-geral da União, Jorge Messias, compartilhou uma arte com as cores da bandeira do Brasil e a frase “Bora Lula”. A ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, apareceu vestida de vermelho e fazendo o gesto associado ao PT. Já Luciana Santos, da Ciência, Tecnologia e Inovação, participou de atos com faixas e cânticos favoráveis ao presidente.
Margareth Menezes, da Cultura, afirmou que “a cultura está com Lula” e participou de eventos da campanha. Frederico de Siqueira Filho, das Comunicações, também usou referências ao número 13 e à cor vermelha em publicações sobre soberania digital. Em vários casos, as mensagens combinam temas de gestão pública com símbolos eleitorais da chapa encabeçada por Lula.
Classificação de ministros sem publicação direta
A relação apresentada indica Dario Durigan, da Fazenda, entre os nomes sem publicações de apoio. Há uma divergência na classificação de André de Paula, da Agricultura e Pecuária: ele é citado inicialmente entre os ministros que não fizeram campanha, mas também aparece em uma descrição de story com material da campanha de Lula. Diante disso, o dado consolidado da apuração permanece sendo o de 29 ministros com manifestações favoráveis e nove sem apoio direto registrado.
Campanha também aparece em atos públicos
Além das publicações digitais, ministros participaram de comícios, caminhadas e eventos com candidatos aliados. Wellington Dias, do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, pediu votos para a chapa petista no Piauí. Janine Mello dos Santos, dos Direitos Humanos e Cidadania, participou de ato em Ceilândia, no Distrito Federal, usando roupa vermelha e adesivos da campanha.
Outros integrantes do governo destacaram conquistas atribuídas à gestão federal. Fernanda Machiaveli, do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, enumerou mudanças promovidas pelo governo. Paulo Henrique Rodrigues Pereira, do Empreendedorismo, chamou Lula de um dos maiores líderes mundiais, enquanto Márcio Fernando Elias Rosa, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, divulgou material da campanha de reeleição.
Redes pessoais viram extensão da campanha
O movimento mostra que os perfis pessoais dos ministros se tornaram uma extensão importante da estratégia eleitoral. Mensagens curtas, fotos ao lado do presidente, participação em atos e uso de jingles ou bordões ajudam a ampliar o alcance da campanha entre diferentes públicos. Com a maior parte da Esplanada manifestando apoio, o governo apresenta nas redes um cenário de alinhamento político em torno da reeleição de Lula.
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