Zema afirma que Lula pode indicar mais quatro ministros como Flávio Dino ao STF
Durante debate no Flow, Romeu Zema criticou o modelo atual de escolha dos ministros do STF e defendeu uma lista prévia de candidatos qualificados. Ronaldo Caiado discordou da proposta de limitar a prerrogativa presidencial.

Divulgação
Em debate realizado nesta segunda-feira, 21, o candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) afirmou que uma eventual vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) poderia resultar na indicação de mais quatro ministros com perfil semelhante ao de Flávio Dino para o Supremo Tribunal Federal (STF).
Risco apontado por Zema
Zema atribuiu ao governo Lula parte dos conflitos institucionais vividos pelo país e alertou para o impacto de novas nomeações para a Corte. “Nós estamos correndo o risco de ele ganhar e indicar mais quatro Flávio Dinos para lá. Será que o Brasil dá conta disso? Não dá conta, não”, disse durante o debate promovido pelo Flow.
A declaração reforça uma das críticas já feitas pelo candidato ao ministro Flávio Dino e ao presidente do STF, Dias Toffoli. Zema defendeu a necessidade de mudanças no sistema de escolha dos integrantes da Corte e pediu “um ponto final” no modelo atual, sem detalhar quais alterações jurídicas seriam adotadas.
Lista prévia de candidatos
Para Zema, o presidente da República não deve ter liberdade ampla para escolher os ministros do Supremo. Ele defendeu que as indicações sejam feitas a partir de uma lista com nomes previamente selecionados e considerados altamente qualificados para ocupar uma cadeira na principal Corte do país.
“Quem vai para o Supremo, na minha opinião, presidente, não pode ter toda essa liberdade. Eu abro mão da minha liberdade e chego a uma lista com gente altamente qualificada”, afirmou. Atualmente, a escolha dos ministros cabe ao presidente da República, mas cada nomeação depende de aprovação por maioria absoluta do Senado Federal após sabatina.
Caiado defende a prerrogativa presidencial
Ronaldo Caiado (PSD), que também participou do debate, discordou de Zema sobre a limitação do poder de indicação. O governador de Goiás disse não abrir mão da prerrogativa da Presidência da República, embora tenha defendido uma avaliação mais rigorosa dos candidatos antes da escolha final.
A divergência entre os dois políticos evidencia um tema sensível na discussão institucional: o equilíbrio entre a autoridade do presidente para formar a composição do STF e os mecanismos de controle, qualificação e transparência no processo de nomeação. A proposta de Zema pode reacender o debate sobre reformas na escolha dos ministros, enquanto a posição de Caiado preserva o modelo atual de decisão concentrada no chefe do Executivo.
Newsletter
Escolha seus assuntos favoritos e receba em primeira mão as notícias do dia.








