Três militares morrem em queda de avião da PM em Minas Gerais
Acidente aéreo em Santana do Paraíso vitima tenente-coronel, 1ª tenente piloto e outra tenente. Aeronave realizava voo de recheque de habilitação.

Divulgação
Um trágico acidente aéreo ceifou a vida de três militares da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) na última sexta-feira. A queda de uma aeronave da corporação ocorreu em Santana do Paraíso, na região do Vale do Aço, próximo ao aeroporto de Ipatinga. As causas do sinistro estão sob investigação pelas autoridades competentes.
Vítimas e suas trajetórias
A bordo da aeronave estavam o tenente-coronel Luis Silvestre, a 1ª tenente Gabriela Emília Soares Lacerda Resende e a tenente Alice Almeida. O tenente-coronel Silvestre era um profissional experiente, com mais de 5 mil horas de voo e 24 anos dedicados à segurança pública, sendo 19 deles na aviação. Ele era instrutor de voo e deixou esposa e três filhos.
A 1ª tenente Gabriela Emília se destacou por ser a primeira policial militar da PMMG a se formar como piloto de aeronave de asa fixa. Ela havia retornado recentemente de licença-maternidade, e sua volta ao trabalho foi celebrada nas redes sociais do Comando de Aviação do Estado. A tenente Alice Almeida, natural de Governador Valadares, possuía uma trajetória anterior no Corpo de Bombeiros de Minas Gerais e ingressou na aviação da PM após se encantar pela área.
O Comando de Aviação do Estado
Os três militares faziam parte do Comando de Aviação do Estado, unidade responsável por dar suporte a diversas operações da PM, incluindo o transporte de órgãos, deslocamento de tropas e autoridades. O voo em que ocorreu o acidente era um recheque de habilitação, um procedimento rotineiro para a manutenção da aptidão dos pilotos. A aeronave, um King Air que havia passado por retrofitagem, partiu de Belo Horizonte e tinha como destino o aeroporto de Ipatinga.
Investigação em andamento
As equipes de resgate foram acionadas por volta das 16h15. A PMMG assegurou que a manutenção da aeronave estava em dia e que as habilitações das vítimas estavam regularizadas. O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), por meio do Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa III), já iniciou os trabalhos de apuração para determinar as circunstâncias exatas da queda.
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