Moradores relatam insegurança no Cepal do Setor Sul
Moradores e comerciantes do Cepal, no Setor Sul de Goiânia, relatam medo ao atravessar o local, ocupação por pessoas em situação de rua e suspeita de venda e consumo de drogas. A PM informa que o 38º BPM acompanha a região e avalia ampliar ações preventivas.

Divulgação
Goiânia — Moradores e comerciantes do Centro Popular de Abastecimento e Lazer (Cepal), no Setor Sul, relatam aumento da sensação de insegurança na área. Entre as queixas estão a ocupação do espaço por pessoas em situação de rua, o consumo de drogas e a suspeita de venda de entorpecentes no local.
Passagem é evitada por medo
Quem precisa atravessar o Cepal durante o dia ou à noite afirma redobrar a atenção ou procurar rotas alternativas. Comerciantes dizem que o problema interfere na circulação de clientes e na rotina de quem trabalha na região. As reclamações também apontam a formação de barracas e tendas improvisadas em pontos do espaço aberto.
O quadro exige diferenciar dois problemas que se cruzam, mas demandam respostas distintas. Pessoas em situação de vulnerabilidade precisam de acolhimento, acompanhamento social e acesso a políticas públicas. Já eventuais crimes, como tráfico de drogas, roubos e furtos, dependem de apuração e ações específicas de segurança.
PM acompanha o entorno do Cepal
A Polícia Militar de Goiás informou que o 38º Batalhão de Polícia Militar mantém patrulhamento ostensivo e preventivo no Setor Sul e monitora a movimentação no entorno do Cepal. A corporação destacou que as ações são realizadas de forma integrada com outros órgãos de segurança e estruturas municipais.
À noite, o batalhão executa a Operação Corujão nas regiões Central e de Campinas, com foco na prevenção de roubos, furtos, arrombamentos e theft de fiação. A PM informou que avalia ampliar a operação para outras áreas do Setor Sul e bairros vizinhos, com base no acompanhamento das ocorrências e na demanda registrada.
A polícia orienta moradores e comerciantes a registrar todas as ocorrências, pois os boletins ajudam a identificar horários críticos, pontos de maior risco e padrões de atuação criminosa. Emergências devem ser comunicadas pelo telefone 190. O contato da viatura responsável pela área é (62) 99611-3622.
Assistência social também é cobrada
A reportagem solicitou informações à Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres, Assistência Social e Direitos Humanos sobre medidas destinadas às pessoas em situação de rua e à ocupação do espaço público. A resposta ainda não foi apresentada.
Problema afeta o uso do espaço público
Para os moradores, a solução depende de atuação conjunta entre segurança, assistência social, fiscalização e manutenção urbana. Sem uma resposta coordenada, a sensação de medo tende a reduzir o uso do Cepal, prejudicar comerciantes e ampliar o abandono de uma área tradicionalmente voltada a feiras, atividades econômicas e circulação de moradores.
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