Michelle Bolsonaro relata dias difíceis para o ex-presidente, citando ansiedade
Após Damares Alves afirmar que Jair Bolsonaro passou mal, a candidata ao Senado pelo DF explicou que o ex-presidente tem enfrentado oscilações de ansiedade e dias mais desafiadores, impactando sua rotina e a campanha.

Divulgação
A candidata ao Senado pelo Distrito Federal, Michelle Bolsonaro, esclareceu a ausência em um evento de campanha em Brasília, que havia sido atribuída por Damares Alves a um mal-estar do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo Michelle, a situação é mais complexa, com o ex-chefe do Executivo enfrentando "dias mais difíceis" devido a quadros de ansiedade e oscilações.
Rotina de cuidados e campanha em xeque
Michelle Bolsonaro detalhou as dificuldades em conciliar a dedicação à campanha eleitoral com os cuidados necessários ao marido. Ela descreveu a rotina como restritiva, com horários definidos para sair e retornar, o que torna a associação entre a campanha e o apoio a Bolsonaro um desafio. A ex-primeira-dama enfatizou que o ex-presidente tem apresentado oscilações significativas relacionadas à ansiedade, o que tem exigido sua presença constante.
Oração e reta final da campanha
A declaração de Michelle ocorreu em um momento de apreensão, após a divulgação de uma matéria atribuída a Damares Alves. Michelle revelou que este foi o período em que solicitaram orações a líderes religiosos e pastores. Ela explicou que a reta final da campanha eleitoral tem intensificado a ansiedade de Bolsonaro, levando a essas oscilações. A ex-primeira-dama reiterou que não se tratava de um mal-estar pontual, mas de um período de maior fragilidade emocional.
Relatório médico aponta estabilidade, mas com ressalvas
Paralelamente às declarações de Michelle, foi divulgado um relatório médico semanal sobre o estado de saúde de Jair Bolsonaro. O documento atesta a estabilidade clínica do ex-presidente, que permanece sob acompanhamento médico domiciliar. Houve uma redução na frequência e intensidade dos soluços após ajustes na medicação, e a pressão arterial e a avaliação cardíaca estão controladas. No entanto, o relatório menciona uma alteração residual no pulmão esquerdo e a persistência de efeitos secundários de medicamentos de ação central, como instabilidade no equilíbrio e sonolência, recomendando cuidados preventivos para evitar quedas e manutenção de atividades físicas.
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