Justiça condena dois pela morte do advogado Davi Sebba em Goiânia após júri popular
Após um júri popular de longa duração, dois homens foram condenados pela morte do advogado Davi Sebba, ocorrida em 2012 no estacionamento de um supermercado em Goiânia. Enquanto a família da vítima expressa alívio pelas condenações, a liberdade provisória dos réus gera preocupação e incerteza sobre os próximos passos do processo.

Divulgação
Um desfecho aguardado por mais de uma década chegou aos tribunais de Goiânia com a condenação de dois dos três acusados pela morte do advogado Davi Sebba, em um crime que chocou a capital goiana em julho de 2012. O júri popular, que se estendeu por vários dias, culminou na sentença proferida nesta sexta-feira, trazendo um misto de alívio e preocupação para a família da vítima, que ainda busca a efetivação da justiça.
Jonathas Atenevir Jordão, apontado como o autor principal do disparo fatal, foi sentenciado a 12 anos de prisão por homicídio qualificado. Ele, contudo, foi absolvido da acusação de porte de arma. Já Edinailton Pereira de Souza, réu acusado de participação no crime, recebeu uma pena de 10 anos, condenado por homicídio simples e porte de arma. Em contrapartida, Luiz Frederico de Oliveira, o terceiro envolvido, foi absolvido das acusações de homicídio e porte de arma, por negativa de autoria, encerrando sua participação no processo criminal.
Familiares expressam preocupação com réus em liberdade
Apesar das condenações, a liberdade provisória dos réus após o veredito gerou apreensão entre os familiares de Davi Sebba. Pedro Ivo Sebba, irmão do advogado, manifestou seu desapontamento com a decisão judicial de não decretar a prisão imediata dos condenados, o que permite que eles recorram em liberdade. "A gente pensou que eles iam sair de lá presos, e o juiz não decretou a prisão imediata deles. Eles saíram de lá em liberdade, ou seja, vão poder recorrer em liberdade", lamentou Pedro Ivo, destacando o temor de que recursos possam prolongar o tempo em que os condenados permanecerão soltos.
A família espera agora uma proatividade do Ministério Público, que pode requerer a prisão dos condenados já na próxima segunda-feira. No entanto, o receio de que os réus impetrem habeas corpus e consigam manter sua liberdade por um período ainda maior paira sobre a busca por justiça plena. Essa situação adiciona mais um capítulo de incertezas a um caso que já se arrasta há anos, mantendo a família em alerta quanto aos próximos passos legais.
Relembre o caso Davi Sebba: morte em supermercado
O trágico assassinato de Davi Sebba ocorreu em 5 de julho de 2012. Naquele dia fatídico, o advogado dirigiu-se ao estacionamento de um supermercado na movimentada Avenida T-9, em Goiânia, para comprar fraldas. A esposa de Davi estava internada, prestes a dar à luz o filho do casal, um momento de alegria que foi abruptamente interrompido pela violência. Ele foi alvejado com um tiro no peito, no que se tornou um dos crimes mais comentados da capital.
À época, Davi Sebba era investigado por suposta ligação com uma operação de tráfico internacional de drogas, informação que a família sempre rechaçou veementemente, afirmando sua inocência e desvinculação com qualquer atividade ilícita. Além disso, os familiares levantaram a suspeita de que a cena do crime teria sido alterada, argumentando que a ausência de vestígios de pólvora nas mãos de Davi indicaria que ele não teria reagido ou atacado antes de ser morto, reforçando a tese de uma emboscada premeditada e brutal. A longa espera por um veredito e as complexidades do caso continuam a marcar a memória da cidade e de seus envolvidos.
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