Marconi propõe duplicar rodovias e ampliar pavimentação em Goiás
Candidato ao Governo de Goiás, Marconi Perillo anunciou plano para duplicar 400 quilômetros de rodovias, estruturar outros 3 mil quilômetros e pavimentar novos trechos. As propostas foram apresentadas em debate televisionado, com foco em escoamento da produção, segurança viária e integração entre regiões. O tucano também criticou a gestão estadual e a antiga taxa do agro.

Divulgação
O candidato ao Governo de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), apresentou um plano para ampliar e modernizar a infraestrutura rodoviária do Estado. Durante debate televisionado, o tucano defendeu a duplicação de corredores estratégicos, novas pavimentações e a recuperação de trechos importantes para o transporte de passageiros e cargas.
Marconi afirmou que as obras seriam realizadas por meio de parcerias e sem a criação de novos impostos. Entre os trechos citados estão as ligações de Goiânia a Santo Antônio de Goiás, de Bela Vista a Catalão e de Trindade a São Luís de Montes Belos. Segundo o candidato, os investimentos devem priorizar regiões com grande circulação de veículos e relevância para o escoamento da produção goiana.
Plano prevê 400 quilômetros de novas duplicações
Para os próximos quatro anos, caso seja eleito, Marconi promete duplicar mais 400 quilômetros de rodovias e estruturar outros 3 mil quilômetros da malha estadual. O candidato destacou que, em seus governos anteriores, aproximadamente 400 quilômetros foram duplicados e cerca de 5 mil quilômetros de estradas receberam pavimentação.
“Nosso objetivo é simples: rodovias seguras e modernas, capazes de aproximar pessoas, facilitar o acesso a serviços, melhorar o escoamento da produção e conectar as diferentes regiões do Estado de Goiás”, disse. As propostas colocam a infraestrutura no centro da campanha e buscam atingir diretamente produtores rurais, transportadores e moradores de cidades dependentes das rodovias estaduais.
Críticas à gestão estadual e à taxa do agro
O candidato também usou o debate para criticar o governo estadual. Marconi relacionou a situação das rodovias à antiga taxa do agro, cobrada durante quatro anos, e afirmou que a arrecadação não teve a contrapartida esperada em obras. Ele disse que o tributo arrecadou quase R$ 4 bilhões e citou Rio Verde como exemplo, afirmando que o município teria contribuído com mais de R$ 1 bilhão sem receber resultados proporcionais.
Marconi alegou ainda que algumas obras foram conduzidas com custos elevados e questionou a forma de contratação dos serviços. As acusações foram feitas pelo candidato no ambiente de debate eleitoral e ainda não foram acompanhadas, naquele momento, de apresentação de documentos ou conclusões de órgãos de controle.
Infraestrutura como argumento de campanha
Ao defender a revogação da taxa do agro, já realizada, e propor novas parcerias para obras públicas, Marconi tentou contrapor seu histórico administrativo ao do atual governo. A estratégia reforça um tema sensível para Goiás, onde as rodovias exercem papel central na logística do agronegócio, no abastecimento das cidades e na integração regional.
No debate, o candidato do PT Luís César Bueno esteve presente. Wilder Morais (PL) e Daniel Vilela (MDB), assim como em encontro anterior realizado em Rio Verde, não compareceram. A proposta do tucano agora passa pelo crivo do eleitor, que deverá avaliar os planos dos candidatos para enfrentar um dos principais gargalos do Estado: a conservação e a ampliação da capacidade das rodovias.
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