Marconi defende liderança forte para preservar competitividade de Goiás
Durante sabatina da Fieg, Marconi Perillo apresentou propostas para enfrentar os impactos da reforma tributária, evitar a transferência de indústrias e fortalecer a qualificação, a inovação e a infraestrutura em Goiás.

Divulgação
Em sabatina realizada pela Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), em Goiânia, Marconi Perillo (PSDB), candidato ao governo de Goiás, colocou a competitividade industrial no centro de sua proposta para o Estado. O encontro reuniu lideranças do setor produtivo e marcou a participação do primeiro candidato ao Palácio das Esmeraldas no ciclo de sabatinas promovido pela entidade.
Transição tributária exige planejamento
Marconi destacou que a reforma tributária criará um novo ambiente para estados e municípios, com redução gradual dos incentivos fiscais até sua extinção prevista para 2033. Na avaliação do candidato, Goiás precisa começar a se preparar desde 2027 para manter as empresas já instaladas e criar condições de atrair novos investimentos.
Para ele, a condução desse processo dependerá de capacidade de negociação com o governo federal e de articulação política em Brasília. Marconi afirmou que o próximo governador não pode atuar como espectador e defendeu uma atuação mais firme na revisão dos termos da transição tributária, sob o risco de perda de espaço para outros estados.
Risco de transferência de indústrias
O candidato alertou para a possibilidade de empresas goianas avaliarem a transferência de operações para regiões que mantenham vantagens fiscais. Ele citou a Zona Franca de Manaus como exemplo de polo que poderá preservar instrumentos de incentivo, especialmente em setores como o farmacêutico, e defendeu tratamento diferenciado para atividades produtivas instaladas em Goiás.
Marconi também rejeitou a ideia de tratar os incentivos fiscais apenas sob uma perspectiva ideológica. Segundo ele, os benefícios devem ser analisados pelos efeitos concretos sobre emprego, produção, arrecadação e competitividade dos produtos goianos. Ao recordar gestões anteriores, afirmou que a parceria com o setor produtivo foi decisiva para a transformação econômica do estado.
Qualificação e inovação
Outro ponto apresentado foi a criação do programa Geração TECH, voltado à formação de mão de obra para novas demandas do mercado. A proposta não se limita às profissões de tecnologia e prevê a inclusão de ocupações tradicionais que voltaram a ganhar espaço na economia. O candidato defendeu ainda maior integração entre o governo estadual e o Sistema S, alinhando cursos e vagas às vocações de cada região.
Na área de inovação, Marconi prometeu ampliar investimentos em pesquisa e tecnologia em parceria com a Universidade Estadual de Goiás (UEG) e outras instituições. Ele reafirmou a intenção de destinar 2% do Orçamento Estadual à UEG, valor estimado em aproximadamente R$ 1,2 bilhão por ano para pesquisa, inovação e desenvolvimento acadêmico.
Infraestrutura e desburocratização
A logística foi apresentada como condição essencial para reduzir custos e melhorar a competitividade. O candidato prometeu executar pelo menos 300 quilômetros de novas duplicações rodoviárias e comparou o plano aos cerca de 400 quilômetros realizados em mandatos anteriores.
Marconi também propôs a criação do Vapt Vupt do Meio Ambiente, com o objetivo de acelerar licenciamentos e outorgas. A ideia é formar equipes técnicas, valorizadas e orientadas para a eficiência, sem abrir mão da preservação ambiental. Ao encerrar a sabatina, defendeu uma aliança com o agronegócio para buscar, junto à União, a securitização das dívidas do setor.
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