Mãe de deputada eleita, crítica de programas sociais, recebe benefício do governo desde 2019
Débora Campopiano, mãe da deputada estadual eleita Eduarda Campopiano, recebe o Benefício de Prestação Continuada (BPC) desde janeiro de 2019. A deputada eleita, conhecida por suas críticas a programas de assistência social, não se pronunciou sobre o caso.

Divulgação
Débora Campopiano, mãe da deputada estadual eleita por São Paulo, Eduarda Campopiano (PL), tem recebido o Benefício de Prestação Continuada (BPC) desde janeiro de 2019. As informações, obtidas através do Portal da Transparência, foram divulgadas por um jornal paulista. A deputada eleita, que construiu sua plataforma política com forte discurso crítico a programas de assistência social, não se manifestou sobre o assunto até o momento.
Benefício assistencial e requisitos legais
O BPC é um benefício assistencial destinado a pessoas de baixa renda, com 65 anos ou mais, ou a pessoas com deficiência de qualquer idade. Débora Campopiano tem 59 anos, e a reportagem original não conseguiu esclarecer se há alguma condição de deficiência que justifique legalmente a concessão do benefício. A legislação para o recebimento do BPC exige que a família esteja inscrita no Cadastro Único e que a renda por pessoa do grupo familiar seja, em regra geral, de até um quarto do salário mínimo.
Salário de vereadora e a questão da residência familiar
Eduarda Campopiano exerce o cargo de vereadora em Praia Grande (SP) desde 2025, com um salário mensal de R$ 15.193,35. Este rendimento poderia ser considerado no cálculo da renda familiar para o BPC de sua mãe, caso ambas residissem sob o mesmo teto e Eduarda fosse legalmente considerada parte do grupo familiar para fins do benefício. No entanto, a reportagem não conseguiu confirmar se mãe e filha vivem juntas, nem qual foi a composição familiar declarada ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Atuação profissional e declarações de renda
Além da atividade política, Débora Campopiano atua como artesã, produzindo bonecas e oferecendo cursos, com um ateliê próprio. A apuração buscou verificar se os rendimentos dessas atividades comerciais foram devidamente declarados ao INSS, mas não obteve retorno. A assessoria de Eduarda Campopiano foi procurada para prestar esclarecimentos sobre a composição do núcleo familiar e as condições que embasam o recebimento do benefício assistencial, mas não respondeu aos questionamentos.
Trajetória política e eleição expressiva
Eduarda Campopiano, que se autodeclara "maior inimiga das feministas", foi a candidata a deputada estadual mais votada para a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) na eleição deste ano, obtendo 1.956.238 votos. Sua projeção política nas redes sociais, ao lado do deputado federal eleito Lucas Pavanato (PL), tem sido marcada por bandeiras de oposição ao feminismo, às cotas raciais e ao aborto.
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