Lula diz que Vorcaro virou banqueiro no governo Bolsonaro e preso em seu mandato
Durante comício em Porto Alegre, Lula afirmou que Daniel Vorcaro foi beneficiado na gestão Bolsonaro e preso em seu governo, em meio às investigações sobre fraudes em descontos associativos do INSS.

Divulgação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, durante um comício no Centro Histórico de Porto Alegre, nesta sexta-feira, 11, que Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, foi transformado em banqueiro durante o governo de Jair Bolsonaro e se tornou prisioneiro em seu mandato.
“Eles criaram um banqueiro chamado Vorcaro, em 2019. Na época deles, o bandido virou banqueiro. No meu mandato, ele virou prisioneiro porque foi o maior golpe da história desse País”, declarou Lula, ao defender a atuação de seu governo no combate ao esquema investigado pelas autoridades.
Fraudes em descontos associativos do INSS
Lula também comentou as fraudes envolvendo descontos associativos indevidos de benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Segundo o presidente, os responsáveis pelo esquema ganharam espaço e acumularam riqueza durante a gestão do antecessor, enquanto a trama começou a ser desmontada e seus envolvidos foram presos no governo petista.
Ele rejeitou tentativas de atribuir ao seu grupo político a responsabilidade por irregularidades na Previdência Social. “A direita tentou jogar nas nossas costas a responsabilidade da corrupção na Previdência Social”, disse. A declaração reforça a estratégia do presidente de contrastar sua atuação no combate à corrupção com a administração de Bolsonaro.
O episódio envolvendo Vorcaro ganhou repercussão nacional após investigações sobre descontos irregulares em benefícios previdenciários. Ao tratar publicamente do caso, Lula buscou apresentar a prisão do banqueiro como exemplo de resposta do Estado a um esquema que, segundo autoridades, atingiu aposentados e pensionistas.
No evento em Porto Alegre, Lula esteve ao lado da candidata apoiada por ele ao governo do Rio Grande do Sul, Juliana Brizola (PDT), e dos candidatos governistas ao Senado Paulo Pimenta (PT) e Manuela dÁvila (PSOL). O comício reuniu aliados políticos e marcou a defesa de uma agenda centrada no combate a fraudes e na responsabilização dos envolvidos.
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