Goiás registra 7 mil casos de sífilis entre janeiro e agosto de 2026
Estado teve 7.056 notificações nos oito primeiros meses de 2026. O número caiu em relação ao mesmo período de 2025, mas continua 6,5% acima do registrado em 2024.

Divulgação
Goiás registrou 7.056 notificações de sífilis entre janeiro e agosto de 2026. O volume é 12,8% menor que as 8.095 ocorrências do mesmo período de 2025, mas permanece 6,5% acima das 6.627 registradas entre janeiro e agosto de 2024. Os dados ainda são parciais e podem ser revisados.
Alta nas notificações em 2025
O resultado de 2026 interrompe, ao menos no recorte comparativo, a trajetória de crescimento observada no ano anterior. Goiás passou de 10.072 casos em 2024 para 12.016 em 2025, aumento de 19,3%. A diferença reforça que a doença continua circulando e que a testagem precisa permanecer como rotina.
Diagnóstico amplia o tratamento
Para o infectologista Taiguara Fraga, do Hospital Estadual de Doenças Tropicais Dr. Anuar Auad, a análise também deve considerar a ampliação da capacidade de diagnóstico. Mais exames e maior acesso aos serviços de saúde podem aumentar o número de pessoas identificadas. Ao mesmo tempo, cada diagnóstico permite iniciar o tratamento e reduzir a possibilidade de transmissão.
Sintomas podem passar despercebidos
A sífilis é uma infecção bacteriana tratável e curável, mas pode evoluir sem sinais evidentes. Na fase primária, costuma provocar uma lesão única, indolor e ulcerada, que pode surgir nos órgãos genitais, na boca ou na língua. Como o ferimento desaparece espontaneamente e pode ser discreto, muitas pessoas não percebem que estão infectadas.
Jovens concentram maior número de casos
Entre 2024 e agosto de 2026, a faixa de 20 a 29 anos concentrou o maior número de notificações, com 11 mil registros. A população de 30 a 39 anos aparece em seguida, com 7.172 casos. Nesse período, 63,1% das notificações foram de homens e 36,5% de mulheres.
Testagem deve ser repetida
Quem teve relação sexual sem preservativo deve procurar uma unidade de saúde para realizar exames de infecções sexualmente transmissíveis. A recomendação é fazer a triagem após cada exposição de risco ou, pelo menos, duas vezes por ano. O teste é importante mesmo quando não há sintomas e pode ser realizado gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde.
O tratamento é feito principalmente com penicilina, disponível no SUS. Sem acompanhamento, a sífilis pode causar complicações neurológicas, oculares, cardiovasculares e ósseas. Durante a gestação, também pode ser transmitida ao bebê, elevando o risco de aborto e outros problemas de saúde.
A infecção não gera imunidade definitiva, portanto uma pessoa curada pode ser contaminada novamente. O uso de preservativo, o diagnóstico dos parceiros e o tratamento adequado continuam essenciais para evitar novas infecções. Mulheres que planejam engravidar devem realizar o teste antes da gestação e manter todos os exames do pré-natal.
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