Goiânia registra a maior prévia da inflação do país em setembro, atingindo 0,95%
A capital goiana apresentou o maior Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) em setembro, com uma alta de 0,95%, superando a média nacional e as demais regiões pesquisadas. A elevação dos preços, impulsionada principalmente pela energia elétrica, preocupa no acumulado anual e dos últimos 12 meses, onde Goiânia também se destaca negativamente.

Divulgação
Goiânia se destacou negativamente no cenário econômico nacional em setembro, registrando a maior prévia da inflação entre todas as regiões pesquisadas. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado um importante termômetro para a inflação oficial do país, apontou um aumento de 0,95% nos preços da capital goiana. Este patamar não apenas superou a média nacional, que ficou em 0,7%, mas também se posicionou à frente de todas as outras grandes cidades e regiões monitoradas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), acendendo um alerta para o custo de vida local.
Goiânia lidera o aumento de preços no país
A performance de Goiânia no IPCA-15 de setembro colocou a capital goiana isolada na liderança dos reajustes, evidenciando uma pressão sobre o bolso dos moradores. Logo atrás de Goiânia, outras grandes capitais também sentiram o impacto dos aumentos, como Belo Horizonte (0,79%), Rio de Janeiro (0,77%), Brasília (0,76%) e Porto Alegre (0,75%). Em contrapartida, as variações menos expressivas foram observadas em cidades como Recife (0,44%), Salvador (0,50%) e Belém (0,51%), mostrando uma disparidade regional significativa na dinâmica de preços. A prévia da inflação reflete a variação de preços coletados entre a segunda quinzena do mês anterior e a primeira quinzena do mês de referência, servindo como um indicativo precoce do comportamento inflacionário.
Acumulado anual e dos últimos 12 meses também preocupa
O resultado de setembro em Goiânia não é um fato isolado, mas sim parte de uma tendência de alta que tem se mostrado mais acentuada na capital do que na média nacional. A prévia da inflação de setembro foi a segunda maior para o mês desde o início da série histórica atual do IPCA-15 na cidade, iniciada em fevereiro de 2020. Apenas em setembro de 2020 o índice havia sido superior, alcançando 1,10%. Olhando para o panorama anual, o IPCA-15 de Goiânia acumula uma alta de 4,30% neste ano, superando o índice nacional de 3,82%. A diferença se amplia ainda mais quando se analisa o acumulado dos últimos 12 meses, com a prévia da inflação goiana atingindo 6,29%, contra 4,47% aferido no Brasil, indicando uma persistência na elevação dos preços para os consumidores locais.
Energia elétrica é o principal motor dos aumentos
A principal força motriz por trás da elevação dos preços em Goiânia no mês de setembro veio do grupo Habitação, que registrou uma alta de 1,92%. Dentro deste segmento, a energia elétrica residencial se destacou com um aumento expressivo de 6,38% na capital goiana. Embora a variação nacional da energia elétrica tenha sido ainda maior (7,42%), o impacto em Goiânia é significativo, dada a sua contribuição para o custo total de vida. É importante notar, contudo, que a energia elétrica na capital havia registrado quedas nos primeiros meses do ano e até em agosto, mostrando uma forte oscilação que, em setembro, resultou numa alta considerável. Em contraste, o gás de botijão trouxe um leve alívio, ficando 1,06% mais barato em Goiânia na prévia do mês, embora ainda acumule altas no ano e nos últimos 12 meses. Essa dinâmica dos componentes da inflação ressalta os desafios enfrentados pelos goianienses para equilibrar o orçamento doméstico.
Newsletter
Escolha seus assuntos favoritos e receba em primeira mão as notícias do dia.








