Goiânia reduz em 39% fila por cirurgias eletivas em um ano
A fila por cirurgias eletivas na rede municipal de Goiânia caiu de cerca de 60 mil para aproximadamente 40 mil pacientes em um ano. A redução foi impulsionada pela ampliação de prestadores, reorganização da regulação e parceria com o Hospital Santa Maria, que disponibilizará mais de 620 procedimentos.

Divulgação
Fila passa de cerca de 60 mil para 40 mil pacientes
Goiânia registrou redução de 39% na fila por cirurgias eletivas da rede municipal em um ano. O número de pacientes aguardando procedimentos caiu de aproximadamente 60 mil em 2025 para cerca de 40 mil em 2026. A mudança está relacionada à reorganização da assistência, ao aumento da oferta de vagas e à contratação de novos prestadores de serviço.
Hospital Santa Maria terá mais de 620 procedimentos
Uma das medidas para acelerar os atendimentos é a parceria com o Hospital Santa Maria, que aderiu ao Crédito Financeiro do programa Agora Tem Especialistas. A unidade será a primeira de Goiás a utilizar a modalidade e deverá realizar mais de 620 cirurgias destinadas a pacientes da fila de regulação municipal.
Os procedimentos contemplados incluem cirurgias cardiovasculares, ginecológicas, vasculares e do aparelho digestivo. O encaminhamento dos pacientes será feito pela Secretaria Municipal de Saúde, conforme a necessidade identificada pela regulação. A ação também poderá atender moradores de municípios que possuem pactuação com Goiânia.
Consultas especializadas também registram queda
A redução ocorre em diferentes áreas da saúde. Entre maio de 2025 e julho de 2026, a fila de Oftalmologia caiu de 35.456 para 589 pacientes, variação de 98,34%. Em cirurgia plástica, o total passou de 35.801 para 1.562 pessoas, queda de 95,64%.
Também houve redução de 54,71% na fila de angiologia, especializada no tratamento de doenças venosas. Endocrinologia e metabologia registraram queda de 26,5%, enquanto neurologia apresentou diminuição de 29,58% no período considerado.
Regulação e ampliação da rede seguem como prioridades
A Secretaria Municipal de Saúde trabalha para ampliar a quantidade de prestadores credenciados, que atualmente chega a 14. A estratégia inclui acompanhar a demanda, atualizar informações dos pacientes, corrigir inconsistências nos cadastros e aproveitar melhor as vagas disponíveis.
Apesar dos avanços, a queda de 39% não elimina a necessidade de monitoramento permanente. A manutenção da redução dependerá da continuidade dos repasses, da ampliação da capacidade instalada e da priorização correta dos casos mais graves. Cirurgias eletivas não são procedimentos emergenciais, mas possuem indicação médica e prazo definido para evitar agravamento do quadro dos pacientes.
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