Caiado diz que indicará Hajjar para a Saúde e Dodge para o STF
Candidato à Presidência anunciou a médica Ludhmila Hajjar como futura ministra da Saúde em um eventual governo. Ronaldo Caiado também pretende indicar Raquel Dodge ao STF, entre as quatro vagas que planeja preencher com mulheres.

Divulgação
Ronaldo Caiado (PSD), candidato à Presidência, anunciou neste domingo (13) a médica Ludhmila Hajjar para comandar o Ministério da Saúde em um eventual governo. O nome integra a primeira sinalização da equipe que o parlamentar pretende formar caso seja eleito.
Caiado também afirmou que indicaria a ex-procuradora-geral da República Raquel Dodge ao Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo ele, Dodge estaria entre as quatro vagas que pretende preencher com mulheres na corte, estratégia que antecipa um dos critérios políticos para uma possível composição do tribunal.
Hajjar teria missão de “revolucionar o SUS”
Ao apresentar Hajjar, o candidato disse que a médica receberia a missão de “revolucionar o SUS”. Caiado classificou a possível ministra como uma profissional independente, de histórico ilibado e alinhada à “coragem e competência” que, em sua avaliação, o Brasil precisa.
A declaração aponta a Saúde como uma área central da campanha, mas não detalha medidas para enfrentar filas, subfinanciamento, desigualdades regionais e pressão sobre atendimento especializado. A proposta de transformação do sistema ainda deverá ser apresentada em um plano mais amplo para demonstrar como o eventual governo pretende melhorar a gestão e os resultados do SUS.
Dodge é sinalizada para uma composição com mais mulheres no STF
Raquel Dodge, que comandou a Procuradoria-Geral da República entre 2017 e 2019, foi citada por Caiado como um dos nomes para o Supremo. A eventual indicação, porém, dependerá da existência de vaga e seguirá o processo constitucional, que exige escolha presidencial e aprovação pelo Senado Federal.
A promessa de preencher quatro posições com mulheres reforça a diversidade de gênero como tema da campanha. Ainda assim, a composição futura do tribunal permanece condicionada a aposentadorias, afastamentos ou outras vacâncias, além da aprovação legislativa de cada indicada.
Caiado antecipa nomes para áreas estratégicas
As duas possíveis indicações ampliam a lista de nomes divulgados pelo candidato. Para a área de Infraestrutura, Caiado citou o governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD). Na Economia, mencionou Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central. Roberto Azevêdo, ex-diretor-geral da Organização Mundial do Comércio, foi lembrado para Relações Exteriores, enquanto o promotor Lincoln Gakiya apareceu como nome para a Segurança Pública.
A antecipação de possíveis ministros e aliados serve para apresentar prioridades e construir credibilidade durante a campanha. Ao associar perfis técnicos a figuras políticas, Caiado busca transmitir estabilidade administrativa, embora os nomes ainda dependam do resultado eleitoral e de negociações para formar um governo viável.
Newsletter
Escolha seus assuntos favoritos e receba em primeira mão as notícias do dia.








