Alexandre de Moraes é visto em jato Legacy 650 ligado a empresa com Vorcaro como sócio
Imagens mostram Alexandre de Moraes e sua esposa desembarcando no Aeroporto Santos Dumont em um Legacy 650 associado à Prime You, empresa com Daniel Vorcaro entre os sócios. O escritório Barci de Moraes nega irregularidades, afirma que o táxi aéreo foi contratado da Prime Aviation e diz que Vorcaro não estava nos voos.

Divulgação
Imagens divulgadas no domingo (20) mostram o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e sua esposa, Viviane Barci de Moraes, desembarcando no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro. A aeronave era um Legacy 650, jato executivo de grande porte associado à Prime You, sociedade da qual Daniel Vorcaro participava. O episódio ganhou repercussão por envolver um ministro do STF em uma situação que levanta questões públicas sobre contratação, operação e vínculos empresariais.
Características do Legacy 650
Fabricado pela Embraer, o Legacy 650 comporta até 13 passageiros e tem autonomia para voos de até 6.780 quilômetros sem escala. O jato pode atingir velocidade de 850 km/h e operar a 41 mil pés de altitude. A cabine oferece cozinha completa, lavabo privativo e um dos maiores bagageiros da categoria, recursos que colocam o modelo entre as aeronaves executivas destinadas a viagens longas com elevado padrão de conforto.
Contratação segundo o escritório
Em nota, o escritório Barci de Moraes afirmou que não houve irregularidades no uso da aeronave. Segundo a manifestação, os serviços de táxi aéreo são contratados de diferentes empresas, inclusive da Prime Aviation, e a escolha dos equipamentos cabe às operadoras contratadas. O escritório também informou que Daniel Vorcaro ou qualquer outra pessoa alheia à equipe não esteve presente nos voos realizados com integrantes do escritório.
A nota esclarece que Viviane Barci de Moraes foi acompanhada, em determinadas viagens, por Alexandre de Moraes. A contratação dos serviços teria seguido critérios operacionais, sem vínculo pessoal com proprietários de aeronaves ou operadores específicos. O escritório negou ainda manter contrato de prestação de serviços advocatícios com a Prime Aviation e afirmou não ter adquirido cotas da empresa.
Transparência é ponto central
A distinção entre contratar um serviço de táxi aéreo e manter relação societária com proprietários de aeronaves é o ponto central para a avaliação do caso. As informações disponíveis não demonstram, por si só, irregularidade, mas a documentação dos contratos, a identificação das operadoras e a estrutura empresarial envolvida são elementos importantes para esclarecer plenamente a situação perante a opinião pública.
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