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Esporte

Régis Pitbull, ex-jogador de futebol, vive nas ruas de São Paulo após décadas de dependência química

Ex-atacante do Corinthians e de clubes no exterior, Régis Pitbull, prestes a completar 50 anos, enfrenta situação de rua em Pirituba, Zona Norte de São Paulo, após perder a moradia por dívidas e dependência de crack.

Wanessa·
Régis Pitbull, ex-jogador de futebol, vive nas ruas de São Paulo após décadas de dependência química

Um nome que já ecoou nos estádios brasileiros e estrangeiros agora se tornou símbolo de uma trajetória marcada por queda e resiliência. Régis Pitbull, ex-atacante conhecido por seu drible afiado e velocidade nas pontas, vive atualmente em situação de rua em Pirituba, bairro da Zona Norte de São Paulo. Prestes a completar cinco décadas de vida, o ex-jogador acumula não apenas marcas na carreira, mas também uma batalha silenciosa contra a dependência química, que consumiu não só sua saúde, mas também seu lar e relações.

A trajetória que o levou ao topo do futebol profissional contrastava com uma realidade paralela de dependência. Régis atuou por clubes como Corinthians, Vasco, Bahia e Portuguesa, além de passagens pelo exterior por Coritiba, Ponte Preta, Japão, Coreia do Sul, Turquia e Kuwait. No entanto, o vício em substâncias, que começou com o uso de maconha — resultando em duas suspensões por antidoping —, evoluiu para drogas mais pesadas, como o crack. A perda da moradia, o acúmulo de dívidas e até uma prisão após agredir o síndico de seu antigo condomínio são apenas alguns dos reflexos dessa batalha.

O ex-jogador já havia buscado ajuda em 2022, quando foi internado para tratamento, mas uma recaída menos de um mês após a alta agravou a situação. Em 2026, a realidade se tornou ainda mais dura. Régis perdeu o apartamento que ainda possuía, um bem conquistado ao longo da carreira, e hoje se abriga debaixo de uma lona em uma praça de Pirituba. Aos 49 anos, ele afirma não querer ser identificado como vítima. "Não quero que ninguém saiba que eu existo. Se acharem que estou morto, é melhor. Não sou um coitadinho", declarou recentemente, revelando a profundidade de seu desespero.

O caso de Régis Pitbull expõe não apenas os desafios individuais de quem enfrenta a dependência química, mas também as lacunas no suporte a ex-atletas após o fim da carreira. Sem uma rede de apoio estruturada e com a saúde mental fragilizada, muitos acabam sucumbindo a vícios ou situações extremas, como a perda total de condições básicas de vida. A história do ex-jogador serve como alerta sobre os perigos do abandono e da falta de acompanhamento profissional após a aposentadoria esportiva.

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