Mozart responsabiliza jogadores e classifica goleada do Goiás como 'vergonhosa'
Após a derrota por 3 a 0 para o Novorizontino, o técnico do Goiás, Mozart Santos, desabafou em coletiva de imprensa, classificando a atuação como a pior de sua gestão. O treinador dividiu a responsabilidade com os atletas, cobrando 'alma' e 'competitividade' e exigindo uma reação imediata na próxima partida do Campeonato Brasileiro da Série B.

Divulgação
A pesada goleada de 3 a 0 sofrida pelo Goiás diante do Novorizontino, em partida válida pela 31ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro, causou um forte desabafo do técnico Mozart Santos. O treinador não escondeu sua insatisfação, classificando a atuação da equipe como a pior desde sua chegada ao clube e, em uma quebra de seu padrão, fez questão de compartilhar a responsabilidade pela derrota diretamente com os jogadores. O revés, ocorrido no interior paulista, acende um alerta sobre a postura do time esmeraldino.
Indignação com a postura: "Desistimos do jogo"
Mozart reconheceu a força do adversário, que disputa diretamente o acesso, e admitiu que uma derrota para o Novorizontino poderia ocorrer. No entanto, sua principal indignação residiu na maneira como o Goiás perdeu. "Fizemos um primeiro tempo razoável, o segundo tempo foi vergonhoso. Nós não competimos, nós desistimos do jogo. O adversário fez dois gols e poderia ter feito outros", declarou, visivelmente frustrado. O técnico ainda pediu desculpas públicas ao torcedor, descrevendo a partida como "um dos piores jogos" de sua trajetória como comandante.
A cobrança aos atletas: "Não vou assumir sozinho"
Ao longo da coletiva, Mozart Santos reiterou que, em outras ocasiões, costuma absorver toda a responsabilidade pelos resultados negativos. Contudo, desta vez, ele fez questão de frisar que os atletas também deveriam se manifestar sobre a atuação. "Não vou assumir sozinho, porque infelizmente nós não tivemos a altura de representar um clube do tamanho do Goiás. Foi um jogo muito abaixo. Nós vamos dividir essa derrota", afirmou. Ele reforçou a necessidade de entender a dimensão do clube e o peso de sua camisa: "Hoje nós não tivemos alma, nós não competimos, nós desistimos do jogo e isso é inaceitável".
A falta de intensidade e a ausência de atitude em campo foram os pontos que mais irritaram o técnico. Mozart argumentou que falhas técnicas e táticas são passíveis de correção, mas a disposição para competir e a entrega precisam vir dos próprios jogadores. "É inadmissível um time que está entre as primeiras colocações, como é o Novorizontino, ter mais vontade que nós, que queremos chegar próximos deles. Eles foram melhores que nós em todos os quesitos do jogo", criticou. Ele enfatizou que os atletas precisam compreender a importância da camisa que vestem e a responsabilidade de representar o clube e sua imensa torcida.
Olhar para frente: objetivo de 45 pontos e reação imediata
Questionado sobre a possibilidade de começar a planejar a temporada de 2027, dado o cenário desafiador do Goiás na luta pelo acesso, Mozart Santos preferiu cautela. O treinador evitou projeções futuras, destacando que não há definição sobre seus planos com a diretoria. "É muito difícil falar sobre 2027, porque nós precisamos, na terça-feira, chegar em 45 pontos. Esse é hoje o nosso objetivo", explicou. Ele também lembrou que a avaliação de um técnico se dá pelos resultados e reconheceu a inconstância do Goiás ao longo desta temporada. A expectativa é por uma resposta rápida e contundente do elenco no próximo compromisso, que será no estádio Hailé Pinheiro, onde o time buscará "apagar uma imagem muito ruim que ficou de todos nós, minha e também dos atletas".
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