Futebol brasileiro adota patrocínios pontuais após veto a casas de apostas
Com a proibição de publicidade de empresas de apostas esportivas, clubes da Série A buscam alternativas para preencher os espaços em seus uniformes, apostando em parcerias pontuais e estratégicas.

Divulgação
A recente proibição de patrocínios de casas de apostas em uniformes de clubes de futebol no Brasil, imposta pela Medida Provisória 1.394 de 2026, já demonstra seus efeitos na Série A do Campeonato Brasileiro. Na rodada realizada nesta quarta-feira (7 de outubro de 2026), nenhum dos seis jogos masculinos exibiu publicidade de empresas do ramo de apostas no espaço principal das camisas, sinalizando uma nova era para o marketing esportivo no país.
Novas parcerias e patrocínios pontuais surgem em campo
A busca por alternativas tem levado os clubes a explorarem patrocínios pontuais e estratégicos. No confronto entre Internacional e Corinthians, ambos os times apresentaram marcas distintas no lugar antes ocupado pelas bets. O clube gaúcho, que já não possuía um patrocinador máster fixo, estampou a logo da Shopee, promovendo a campanha "10.10", um dia de promoções da varejista. Já o Corinthians, que anteriormente era patrocinado pela Esportes da Sorte, optou por exibir o agente de inteligência artificial Jota.ai, uma parceria que, segundo informações, rendeu R$ 1 milhão para o clube.
Diversificação de marcas e estratégias de marketing
Outros clubes também apresentaram mudanças em seus uniformes. O Remo, em partida contra o Grêmio, substituiu a VaideBet pelo Banpará, banco paraense que já detém os naming rights do estádio do clube. O São Paulo, por sua vez, trocou a Superbet pelo aplicativo Superscore, da mesma empresa, mas com uma plataforma que se diferencia por não exibir publicidade, odds ou sugestões de apostas. Clubes como Bragantino e Mirassol mantiveram seus patrocínios atuais, pois já não contavam com o apoio de casas de apostas.
Espaços vazios e a busca por estabilidade financeira
A adaptação à nova realidade regulatória também levou alguns clubes a entrarem em campo sem um patrocinador máster. O Vitória, antes patrocinado pela Bet7k, e a Chapecoense, que tinha a ZeroUm Bet, apareceram sem marcas no espaço principal. Botafogo, Vasco da Gama, Cruzeiro e Grêmio, que anteriormente contavam com VBet, Sportingbet, Betnacional e Pitaco, respectivamente, também deixaram os espaços vazios. Essa mudança força as equipes a reavaliarem suas estratégias de receita e a buscarem novas fontes de patrocínio para garantir a estabilidade financeira em um cenário esportivo em constante evolução.
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