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Ex-jogador de futebol vive na rua após luta contra dependência química

Régis Pitbull, ex-atacante que brilhou em clubes como Corinthians e Ponte Preta, enfrenta situação de rua em São Paulo aos 49 anos, após perder moradia e saúde para o crack.

Wanessa·
Ex-jogador de futebol vive na rua após luta contra dependência química

Régis Pitbull, ex-jogador que marcou época no futebol brasileiro com dribles velozes e passes precisos, enfrenta agora uma realidade marcada pela invisibilidade e pela dependência química. Prestes a completar 50 anos, o ex-atacante, que defendeu clubes como Corinthians, Vasco, Bahia e até atuou no exterior, vive em situação de rua no bairro de Pirituba, na Zona Norte de São Paulo.

A trajetória de queda do ex-atleta é um retrato de como a dependência pode transformar sonhos em dramas silenciosos. Régis, conhecido por sua habilidade com a bola nos pés, acumula um histórico de problemas desde os tempos de jogador, quando foi pego em dois exames antidoping por uso de maconha. As suspensões não frearam o avanço do vício, que se agravou com o tempo até consumir sua saúde física e mental. Em 2022, buscou tratamento em uma clínica de reabilitação, mas uma recaída rápida o jogou de volta ao abismo, culminando na perda do apartamento próprio — hoje alvo de uma ação judicial por dívidas não quitadas.

Aos que tentam se aproximar, Régis mantém uma postura de distanciamento. "Não quero que ninguém saiba que eu existo. Se acharem que estou morto, é melhor. Não sou um coitadinho", declarou o ex-jogador, revelando a dureza com que encara sua própria história. A internação, que representava um raio de esperança, não foi suficiente para conter a dependência do crack, droga que o levou à perda da moradia, da dignidade e de quase todos os vínculos sociais.

Antes de se tornar um nome conhecido no futebol, Régis Pitbull passou por clubes como Coritiba, Ponte Preta e até atuou na Coreia do Sul, Turquia e Kuwait. Sua carreira, que durou até 2012, quando encerrou aos 34 anos, é hoje apenas uma lembrança distante para quem o viu brilhar em gramados. A situação atual do ex-atleta, que dorme sob lonas em praças públicas, contrasta drasticamente com o auge de sua trajetória esportiva, quando era aclamado por torcidas e reconhecido por sua velocidade e técnica.

A luta de Régis contra a dependência químicidade expõe não apenas a fragilidade humana, mas também a falta de uma rede de apoio capaz de reintegrá-lo à sociedade. Enquanto isso, ele segue invisível nas calçadas de São Paulo, um símbolo de como o esporte, por vezes, pode deixar cicatrizes profundas naqueles que um dia foram heróis de multidões.

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