Cuca defende decisões após eliminação do Santos e diz que jogo estava controlado
Eliminado pelo Atlético-MG nas penalidades da Copa Sul-Americana, Santos viu Cuca reagir com irritação aos questionamentos sobre suas escolhas. O treinador afirmou que faria tudo de novo e classificou a derrota como injusta.

Divulgação
Cuca reage aos questionamentos sobre suas escolhas
A eliminação do Santos da Copa Sul-Americana deixou Cuca inconformado. Derrotado por 4 a 2 no tempo normal e por 3 a 1 nos pênaltis para o Atlético-MG, o treinador respondeu com irritação aos questionamentos sobre suas decisões e sustentou que faria tudo de novo. Para ele, o Santos conduzia o jogo quando sofreu o gol aos 47 minutos do segundo tempo e, por isso, a queda foi injusta.
O primeiro confronto na coletiva aconteceu sobre a não escalação de Arthur entre os titulares. Cuca rebateu a pergunta ao dizer que o volante ainda não tem condição física para atuar por mais de um tempo e que sua entrada pode ser mais importante no decorrer das partidas. A resposta antecipou o tom defensivo adotado pelo técnico durante toda a conversa com os jornalistas.
Fim de jogo transforma vantagem em eliminação
O Santos começou mal na Arena MRV e sofreu um gol já no primeiro minuto. Mesmo assim, buscou a reação e reduziu a desvantagem antes do intervalo, mas tomou o terceiro gol nos acréscimos da etapa inicial. No segundo tempo, Gabigol marcou e devolveu a possibilidade de classificação ao Peixe, porém o Atlético-MG fez o quarto nos acréscimos e levou a decisão para as penalidades.
Na disputa desde o ponto máximo, Gabriel Bonfim brilhou pelo lado alvinegro e defendeu três cobranças. O resultado encerrou a campanha santista na competição e colocou sob análise as opções adotadas por Cuca, principalmente nos minutos finais do confronto.
Treinador classifica gol sofrido como evitável
Cuca reconheceu que os minutos iniciais não ocorreram como planejado, mas afirmou que o Santos cresceu depois e passou a envolver o adversário. Segundo o treinador, o time criou várias oportunidades e merecia um desfecho diferente. Ele destacou que o Atlético-MG finalizou cinco vezes e converteu quatro bolas em gol, número que considera determinante para explicar a derrota.
O gol aos 47 minutos foi o principal ponto de discordância. Cuca disse que o Santos estava bem posicionado, com cinco jogadores na defesa contra três atacantes, e que a bola aérea exigia a presença de um terceiro zagueiro. Na visão dele, a jogada poderia ter sido evitada e não justifica a crítica isolada à formação adotada.
Cuca rejeita responsabilidade individual
Questionado também sobre a saída de Oliva da equipe titular, o treinador classificou a primeira pergunta como oportunista, mas afirmou respeitar o trabalho da imprensa. Cuca lembrou que o Santos também sofreu gols com o jogador em campo e defendeu que não há um único responsável pelo resultado, seja ele atleta ou membro da comissão técnica.
A fala de que o jogo estava controlado resume a interpretação de Cuca sobre a partida. Embora o Santos tenha demonstrado reação e pressionado o Atlético-MG no segundo tempo, as falhas defensivas no fim do tempo regulamentar e o baixo aproveitamento nas penalidades determinaram a eliminação. O treinador, contudo, segue convencido de que repetiria as mesmas decisões.
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