Corinthians encerra janela sem vender atletas e abaixo da meta de receitas
Corinthians fecha a janela de meio de ano sem vender jogadores e deixa de atingir a meta de R$ 148 milhões em transferências. Com déficit de R$ 246 milhões no primeiro semestre, a diretoria avalia antecipar receitas previstas para 2027.

Divulgação
O Corinthians encerrou, na sexta-feira, 11 de setembro de 2026, a janela de transferências de meio de ano sem vender jogadores. O resultado deixou o clube abaixo da meta orçada de arrecadar 25 milhões de euros líquidos, aproximadamente R$ 148 milhões, com a negociação de direitos econômicos de atletas.
Meta de € 25 milhões fica pelo caminho
A ausência de vendas amplia a pressão sobre o planejamento financeiro do clube. O Corinthians acumulou déficit de R$ 246 milhões no primeiro semestre de 2026. O orçamento anual previa R$ 151 milhões em receitas com repasses de direitos federativos e mecanismos de solidariedade da Fifa, mas o valor arrecadado até junho era de apenas R$ 2,978 milhões nessa rubrica.
André e Breno Bidon atraíram propostas
André foi um dos principais nomes cobiçados durante a janela. O Nottingham Forest, da Inglaterra, apresentou oferta de 12 milhões de euros, cerca de R$ 72 milhões. A diretoria alvinegra avaliava uma transação a partir de 15 milhões de libras, aproximadamente R$ 105 milhões, mais 6 milhões de libras em bônus. O clube inglês, porém, não apresentou uma nova proposta.
Breno Bidon também recebeu interesse do Besiktas, da Turquia. A equipe turca sinalizou uma operação próxima de 18 milhões de euros, com 12 milhões à vista e 6 milhões parcelados. A negociação, contudo, não foi formalizada antes do fechamento da janela turca e o empresário do jogador encerrou as tratativas.
Segunda janela consecutiva sem vendas
O cenário se soma ao observado na primeira janela de 2026, quando o Corinthians também manteve todos os atletas. Na ocasião, a projeção era obter 12,5 milhões de euros, cerca de R$ 75 milhões, até março. A direção optou por preservar o elenco, priorizando a continuidade esportiva em vez de realizar vendas.
Restrições reduzem espaço para reforços
A manutenção do grupo continua entre as alternativas analisadas pela diretoria. O clube enfrenta três transfer bans em vigor, punições que impedem novos registros e limitam a possibilidade de contratar atletas, mesmo que haja saída de jogadores do elenco profissional.
Antecipação de receitas entra no radar
Para compensar a receita que não entrou no caixa, o Corinthians avalia antecipar até 30% dos valores previstos para 2027. A medida pode oferecer alívio imediato ao fluxo financeiro, mas reduz parte da margem de receita disponível no futuro. A diretoria agora precisa equilibrar o compromisso fiscal com a necessidade de preservar competitividade esportiva.
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