Clubes de São Paulo se unem contra restrições à publicidade de bets
Representantes de cinco clubes paulistas e empresas de apostas se reuniram para organizar uma resposta ao projeto que proíbe a publicidade do setor em eventos na capital. A proposta pode comprometer contratos importantes e criar diferenças na arrecadação entre equipes de Estados diferentes.

Divulgação
Representantes de Corinthians, Palmeiras, São Paulo, Santos e Juventus da Mooca se reuniram com empresas de apostas na Federação Paulista de Futebol para discutir os impactos de projetos que restringem a publicidade de bets em São Paulo. O encontro ocorreu na sexta-feira, 11 de setembro de 2026, e teve como objetivo avaliar alternativas diante da possível aprovação das propostas na Câmara Municipal.
Projeto pode ser votado na semana seguinte
Entre os textos analisados está o Projeto de Lei 560 de 2025, de autoria do vereador João Jorge (MDB), que proíbe a publicidade de operadoras de apostas em eventos realizados na capital paulista. A proposta pode entrar na pauta de votação na semana seguinte ao encontro, aumentando a pressão por uma definição dos clubes e das empresas envolvidas.
O texto prevê a proibição de exposição de marcas em placas, faixas, painéis e outros espaços de divulgação dentro de praças esportivas. As penalidades previstas incluem multa de R$ 50 mil e impedimento de realizar eventos por até dois anos, medidas que poderiam atingir diretamente a operação de clubes e organizadores que dependem desse tipo de contrato.
Receita dos grandes clubes está em jogo
A principal preocupação das equipes está na possível perda de receita com patrocinadores. Os acordos firmados por Corinthians, Palmeiras e São Paulo com empresas de apostas somam aproximadamente R$ 350 milhões por ano. Esses valores integram orçamentos usados em áreas como futebol profissional, categorias de base, estrutura administrativa e investimentos esportivos.
Dirigentes também avaliam que uma proibição restrita ao município de São Paulo pode gerar desigualdade competitiva. Clubes da capital ficariam sujeitos a limites que não se aplicariam da mesma forma a equipes de outras cidades ou Estados, reduzindo sua capacidade de arrecadação em comparação com rivais que mantivessem contratos sem restrições semelhantes.
Texto ainda precisa passar por duas votações
O projeto já recebeu pareceres favoráveis nas comissões da Câmara Municipal, mas ainda não foi aprovado definitivamente. Para seguir adiante, precisará ser votado em duas sessões pelo plenário e, depois, encaminhado à sanção do prefeito Ricardo Nunes (MDB). Até lá, clubes e operadoras devem intensificar negociações para apresentar argumentos jurídicos e econômicos contra as restrições.
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