Cbf reduzirá limite de estrangeiros e amplia interesse por naturalização
A CBF aprovou a redução gradual do número de jogadores estrangeiros relacionados por partida nas competições nacionais. A mudança deve passar de nove vagas em 2026 para cinco em 2030, tornando a naturalização uma alternativa estratégica para atletas estrangeiros com longa permanência no Brasil.
CBF reduzirá vagas para estrangeiros
A CBF aprovou a redução gradual do limite de jogadores estrangeiros relacionados por partida nas competições nacionais. O número cairá de nove, em 2026, para cinco, em 2030. A mudança deve incentivar clubes e atletas a avaliarem com mais atenção a possibilidade de naturalização, especialmente entre estrangeiros que já vivem há vários anos no Brasil.
Naturalização ganha valor estratégico
Entre os casos mais conhecidos está o do zagueiro Kannemann, do Grêmio, que se tornou cidadão brasileiro recentemente e deixou de ocupar uma vaga destinada a estrangeiros. O meia Arrascaeta, do Flamengo, também iniciou o processo de naturalização em 2023. O uruguaio vive no país desde 2015 e é um dos exemplos de atletas que podem se beneficiar da mudança de regras.
Quais são os requisitos legais
Na naturalização ordinária, a legislação exige, em regra, quatro anos de residência no Brasil, com permanência de prazo indeterminado. O interessado também precisa comprovar capacidade de comunicação em português, não ter condenação penal e atender a outros requisitos previstos em lei. As viagens ao exterior entram no cálculo: ausências esporádicas que, somadas, não ultrapassem 12 meses não impedem o pedido.
Em situações específicas, o prazo pode cair para um ano. É o caso de quem tem filho brasileiro, cônjuge ou companheiro brasileiro, ou é originário de país de língua portuguesa. Mesmo assim, a naturalização depende de pedido formal e da análise de todos os requisitos legais. O tempo de permanência no país, isoladamente, não garante a concessão da cidadania.
Jogadores com longa permanência no Brasil
Entre os estrangeiros que atuam no futebol brasileiro e podem cumprir o requisito de residência estão Gustavo Gómez, Piquerez e Flaco López, do Palmeiras; Villasanti, do Grêmio; Germán Cano e Soteldo, do Fluminense; Calleri, do São Paulo; Emmanuel Martínez, do Vitória; Gabriel Mercado, do Internacional; Cuello, do Atlético-MG; e Varela e Pulgar, do Flamengo. Todos mantêm vínculos profissionais no país há vários anos.
Para atletas de países de língua portuguesa, o prazo pode ser menor, desde que os demais requisitos sejam atendidos. É o caso de Nuno Moreira, do Vasco; Josué, do Coritiba; Rúben Ismael, do Vitória; e Cédric Soares, do São Paulo. A redução do limite de estrangeiros deve aumentar a procura por esse tipo de processo nos próximos anos.
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