Universidades são fundamentais para construir políticas culturais, afirma Flávia Cruvinel
Encontro em Goiânia debateu o papel das universidades na formação artística e na construção de políticas públicas para a cultura. Flávia Cruvinel destacou a atuação da UFG como plataforma de articulação e incentivo ao setor.

Divulgação
A 1ª edição do Arte Pensante, roda de conversa dedicada às políticas para o setor artístico, foi realizada em Goiânia nesta quinta-feira, 17 de setembro, na Galeria Aberta, no Elysium Sociedade Cultural, no Setor Sul. O encontro reuniu debates sobre formação, gestão e sustentabilidade da produção cultural em Goiás.
Universidade como plataforma de cultura
A secretária de Arte e Cultura da Universidade Federal de Goiás (UFG), Flávia Maria Cruvinel, destacou que as universidades ocupam uma posição estratégica na formulação e na execução de políticas públicas culturais. Para ela, essas instituições não devem se limitar ao ensino técnico, mas atuar como espaços de reflexão, articulação e transformação social.
Flávia lembrou que o Ministério da Cultura, nos moldes atuais, é uma conquista recente da redemocratização brasileira. Ao questionar qual projeto de arte e cultura a sociedade deseja construir, a secretária apontou a necessidade de superar a relação instável entre artistas e poder público. Segundo ela, o setor cultural muitas vezes é valorizado apenas quando atende a interesses circunstanciais.
Formação artística exige planejamento
Durante o debate, Flávia defendeu que o talento e o domínio técnico não são suficientes para garantir a continuidade da trajetória de um artista. Ela ressaltou a importância de planos de carreira, compreensão do papel social da produção cultural e conhecimento sobre os ativos disponíveis para profissionais e gestores.
A UFG é apresentada como exemplo dessa atuação ampliada. A cultura passou a ser tratada como política pública na instituição em 2007, decisão que levou à criação da Coordenação de Cultura em 2009, uma das primeiras estruturas do tipo no país. O objetivo era reconhecer internamente a força das manifestações artísticas produzidas em Goiás.
Entre os resultados desse processo estão a criação e a manutenção do Centro Cultural UFG, no Setor Universitário, e a programação do Música no Câmpus, que leva shows nacionais ao público goianiense com preços populares. Essas iniciativas reforçam a universidade como um espaço permanente de acesso à cultura.
A secretária também destacou que nenhuma instituição consegue desenvolver esse trabalho isoladamente. A UFG mantém parcerias com coletivos, produtores, universidades e redes de gestão cultural de outros estados para preservar projetos e evitar a descontinuidade das ações.
O Arte Pensante reforçou que uma sociedade democrática precisa reconhecer a cultura como elemento estruturante. Nesse cenário, as universidades exercem papel decisivo ao formar artistas, produzir conhecimento e aproximar a criação artística das necessidades da população.
Newsletter
Escolha seus assuntos favoritos e receba em primeira mão as notícias do dia.








