Quem sou eu? Wilton Emiliano Pinto reflete sobre os 82 anos
Às vésperas de completar 82 anos, Wilton Emiliano Pinto faz uma reflexão sobre o tempo, as transformações pessoais e as lembranças que permanecem ao longo da vida.

Divulgação
Uma pergunta que atravessa a vida
Algumas perguntas parecem simples até que ganham profundidade. “Quem sou eu?” é uma delas. Às vésperas de completar 82 anos, em 15 de dezembro, Wilton Emiliano Pinto se dedica a esse exercício de olhar para trás e reconhecer quantas versões de si mesmo convivem em sua história.
Para ele, a idade impressiona quando é pronunciada em voz alta, mas a sensação de ter vivido tantos anos vem acompanhada pela percepção de que o tempo passou rapidamente. Nesse movimento, surgem memórias de um menino que descobria o mundo, de um jovem cheio de planos e de um homem que construiu uma família, enfrentou desafios, cometeu erros e aprendeu com as experiências.
Cada fase deixou marcas. O rosto mudou, os cabelos se transformaram e o corpo passou a exigir mais cuidado. As ideias também se modificaram, substituindo antigas certezas por novas perguntas. Algumas preocupações desapareceram, enquanto outras ganharam espaço, mostrando que envelhecer é também aprender a conviver com mudanças que não podem ser evitadas.
As lembranças que continuam presentes
Entre as recordações, algumas permanecem vivas e parecem permitir um retorno ao passado. Outras se afastam como fotografias antigas, cujos detalhes já não são vistos com a mesma nitidez. Mesmo assim, todas fizeram parte da trajetória de Wilton e ajudam a explicar o homem que chegou aos 82 anos.
Ele reconhece que já não é o menino, o jovem ou exatamente a pessoa que foi há décadas. Ainda assim, há algo que permaneceu além do nome, do rosto e das fases vividas. Estão ali os afetos construídos, as pessoas amadas, os gestos realizados, as palavras ditas e as marcas deixadas ao longo do caminho.
Quando completar 82 anos, Wilton sabe que muitos verão apenas a idade. Ele, porém, carrega dentro de si todas as versões que o formaram: o menino, o jovem, o marido, o pai, o avô, o amigo e tantos outros homens que se tornou com o passar dos anos.
Por isso, talvez a pergunta mais importante não seja apenas “quem sou eu?”, mas “o que permaneceu de mim depois de tudo o que a vida mudou?”. Sem uma resposta definitiva, Wilton segue fazendo perguntas e descobrindo que procurar sentido para a própria história também faz parte de viver.
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