Grammy Latino 2026 traz Anitta, Marina Sena e Ana Castela entre indicados brasileiros
A 27ª edição do Grammy Latino reúne brasileiros nas principais categorias e em disputas dedicadas à música em língua portuguesa. Anitta, Marina Sena e Ana Castela aparecem entre os nomes de maior destaque.

Divulgação
A 27ª edição do Grammy Latino anunciou, nesta quarta-feira (16), os indicados que disputarão uma das principais honrarias da música latina. O Brasil está presente nas categorias gerais e em segmentos dedicados aos trabalhos em língua portuguesa, com nomes consagrados e artistas emergentes representando diferentes ritmos do país.
Anitta disputa Álbum do Ano
Anitta concorre a Álbum do Ano com Equilibrivm. A cantora enfrenta Ca7riel e Paco Amoroso, Jorge Drexler, Silvana Estrada, Karol G, Mon Laferte, Carín León, Milo J, Rawayana e Rosalía. É uma das participações brasileiras nas disputas mais amplas da premiação.
Na categoria Gravação do Ano, Loulu Gilberto aparece com O Amor nos Encontrou. Já a disputa por Canção do Ano conta com Zanna, única brasileira entre os indicados, representada por Nilo. Loulu Gilberto, Dora Sanches e Zeca Veloso também chegaram à categoria Artista Revelação.
Pop, sertanejo e música urbana
Marina Sena concorre a Melhor Álbum de Pop Contemporâneo em Língua Portuguesa com Marinada vol.01. Ela disputa o prêmio ao lado de Anitta, com Equilibrivm; Ludom, com Ludom; Luedji Luna, com Antes Que A Terra Acabe; e Jenni Mosello, com BRava.
No sertanejo, Ana Castela está indicada a Melhor Álbum de Música Sertaneja por Fire Arena. Simone Mendes, Lauana Prado, Luan Santana e Traia Véia também integram a categoria, demonstrando a força do gênero dentro da premiação.
A música urbana também terá participação brasileira. Luísa Sonza concorre a Melhor Interpretação Reggaeton por Uñas Afiladas, parceria com Sofía Reyes. No funk, DJ GU, Mc Dkziin, Mc FR da Norte, Mc Joãozinho VT, Mc Tuto e Mc Vine7 foram indicados por Relíquia do 2T.
Instrumental, jazz e música clássica
Djavan disputa Melhor Álbum Cantor Compositor com Improviso. A música instrumental brasileira aparece com Yamandu Costa em Peregrino; Hamilton de Holanda, Salomão Soares e Thiago Big Rabello em Nova; e Andrea Ernest Dias, Aline Gonçalves, Eduardo Neves e Carlos Malta em Obra Viva de Hermeto Pascoal – Vol 1: Flautas.
Yamandu Costa também concorre a Melhor Álbum de Música Folclórica com Alexis Cárdenas e Ensemble Recoveco por La Quinta Esencia. Lívia Mattos representa o país no jazz com Verve, enquanto Sinfonia Em Quadrinhos, de Hermeto Pascoal, Tiago Costa, Tiago Gomes e Orquestra Jovem Tom Jobim, disputa Melhor Álbum de Música Clássica.
Cinema, bastidores e videoclipes
O audiovisual brasileiro também alcançou uma indicação. O Agente Secreto, trilha original de Mateus Alves e Tomaz Alves Souza, concorre a Melhor Música para Mídias Visuais. Jenni Mosello disputa Compositor do Ano, e Julio Raposo aparece na categoria Produtor do Ano.
Três trabalhos brasileiros foram reconhecidos em Melhor Álbum de Engenharia de Gravação: Boas Novas, de Zeca Veloso; Esgotada, de Tiê; e Marco, de Marco Baptista. Nos videoclipes, BK concorre na versão curta com 10 anos de Castelos e Ruínas, enquanto L7nnon representa o Brasil na versão longa com Guerras Invisíveis.
Brasil nas categorias em português
Em Melhor Álbum de Música Cristã, concorrem Ziza Fernandes, Thalles Roberto, Eli Soares, Verboemcarne e Victin. No rock e na música alternativa, aparecem Black Pantera, Chico Chico, Detonautas, Foto em Grupo e Urias. A música urbana em português reúne Ajulliacosta, Budah, Don L, Emicida e Matuto S.A.
O samba e o pagode contam com Leci Brandão, Teresa Cristina, Xande de Pilares, Ferrugem e Mosquito. Já a categoria de MPB e música afro-portuguesa brasileira reúne Criolo, Amaro Freitas e Dino d’Santiago; Pedro Emílio; Bia Ferreira; Zé Ibarra; e Lenine.
Entre os trabalhos de raízes em língua portuguesa estão Carminho; João Gomes, Mestrinho e Jota.pê; Juliana Linhares; Psirico; e Zaynara. A disputa por Canção em Língua Portuguesa inclui Urias, Rosalía e Carminho, Criolo com Amaro Freitas e Dino d’Santiago, Marisa Monte e a parceria entre Johnny Hooker e Ney Matogrosso.
A distribuição das indicações reforça a diversidade da produção musical brasileira. Do pop ao sertanejo, passando pelo funk, pela música instrumental e pelas canções autorais, os artistas do país ocupam espaço tanto nas categorias de maior visibilidade quanto naquelas voltadas à valorização da língua portuguesa.
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