Desabamento em Barueri vira batalha judicial de R$ 1,3 milhão contra Simone Mendes
Guitarrista Léo Stuart move ação milionária contra a cantora após desabamento de muro em seu imóvel, alegando negligência em obra e prejuízos milionários. Perícia judicial, solicitada pela própria Simone, apontou falhas estruturais no muro da artista.

A cantora Simone Mendes enfrenta uma ação judicial que pode resultar em indenização de R$ 1,3 milhão movida pelo guitarrista Léo Stuart, do Tihuana. O caso teve origem em novembro de 2024, quando um muro entre dois imóveis em Barueri, durante fortes chuvas, desabou e invadiu a propriedade vizinha, causando prejuízos materiais e emocionais.
Obra sem drenagem adequada teria agravado o problema
Segundo os advogados de Léo Stuart, a obra realizada no imóvel da cantora não possuía sistema de drenagem e escoamento de águas pluviais adequado, o que teria intensificado os danos. Mensagens e e-mails trocados com a administração do condomínio, citados nos autos, seriam indícios dessa negligência. O marido da cantora também é mencionado nos documentos, assim como a gestão do residencial, acusada de ter ciência do problema antes do incidente.
Prejuízos milionários e indenização por danos morais
A petição lista bens atingidos pela invasão de água e entulho, incluindo um piano avaliado em R$ 400 mil, um pomar, uma piscina, um lago de carpas — uma das quais teria morrido no episódio — e o sistema de abastecimento de água da propriedade. Além dos danos materiais, Léo Stuart pede R$ 1 milhão por danos morais, valor ainda não julgado pela Justiça.
Perícia judicial, solicitada pela cantora, virou contra ela
Em dezembro de 2024, Simone Mendes ajuizou uma ação para produção antecipada de provas, buscando preservar vestígios do desabamento. No entanto, o laudo pericial, assinado pelo engenheiro Walmir Pereira Modotti, concluiu que o muro construído em seu imóvel não tinha estrutura para suportar esforços horizontais nem sistema de drenagem, agindo como uma 'barragem' que pressionou o muro vizinho até o colapso. O laudo passou a ser usado pela defesa de Léo Stuart, que afirmou que as conclusões 'ratificaram o que já se sabia'.
Defesa de Simone Mendes alega caso fortuito e contesta responsabilidade
Os advogados da cantora contestam a responsabilidade atribuída à obra, sustentando que os danos decorreram das fortes chuvas daquele dia, classificadas como 'caso fortuito'. A defesa também questiona a existência de risco atual que justifique as medidas de urgência impostas pela Justiça, como a paralisação das obras e a reconstrução dos muros em até 30 dias úteis, sob multa diária de R$ 2 mil, limitada a R$ 200 mil. Em abril de 2026, a 36ª Câmara de Direito Privado do TJ-SP manteve a decisão por unanimidade, e a cantora recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) em agosto.
Processo segue em andamento e sem decisão definitiva
O pedido de R$ 1 milhão por danos morais ainda não foi julgado, e a ação continua tramitando. A apresentação do Recurso Especial não significa que o caso já esteja em análise no STJ, pois há etapas processuais a serem cumpridas até a chegada à Corte Superior. Até o momento, a assessoria de Simone Mendes não se manifestou publicamente sobre o caso.



