Billy Joel faz cirurgia no cérebro para tratar hidrocefalia de pressão normal
Cantor de 77 anos passou por uma derivação ventrículo-peritoneal para tratar o acúmulo de líquido cefalorraquidiano. Músico informa que a recuperação evolui bem, mas ainda não tem data para voltar aos palcos.

Divulgação
O cantor e pianista Billy Joel, de 77 anos, passou por uma cirurgia cerebral para tratar hidrocefalia de pressão normal (HPN), doença neurológica causada pelo acúmulo de líquido cefalorraquidiano, o líquor, nos ventrículos do cérebro. Em declaração à SiriusXM, o artista informou que o procedimento foi realizado e que seu estado de saúde apresenta evolução favorável.
Cirurgia busca aliviar a pressão sobre estruturas cerebrais
Joel ainda não tem data para retornar aos palcos, mas procurou tranquilizar os fãs sobre o quadro. A interrupção das apresentações nos Estados Unidos ocorreu há mais de um ano, após o diagnóstico. Apesar da melhora relatada, pacientes submetidos ao tratamento exigem acompanhamento contínuo para monitorar a resposta à cirurgia e possíveis complicações.
A hidrocefalia de pressão normal também é chamada de hidrocefalia normobárica. Ela surge quando há desequilíbrio entre a produção e a absorção do líquor, fluido que protege o sistema nervoso central e ajuda a manter o ambiente bioquímico do cérebro. Na HPN, os ventrículos se dilatam e podem comprimir regiões vizinhas, mesmo quando medições pontuais da pressão permanecem dentro de valores considerados normais.
Sintomas podem ser confundidos com demência
O quadro costuma avançar gradualmente e reúne três manifestações frequentes: dificuldade progressiva para caminhar, alterações de memória ou raciocínio e perda do controle urinário. A mudança na marcha geralmente aparece no início, com passos curtos, sensação de pés presos ao chão e aumento do risco de quedas.
Como o comprometimento cognitivo pode lembrar outras doenças, a HPN às vezes é confundida com Alzheimer ou Parkinson. Por isso, o diagnóstico depende de avaliação clínica e neurológica, exames de imagem e, em casos selecionados, teste de punção lombar. Esse exame pode confirmar a suspeita, testes neuropsicológico, tomografia, ressonância magnética ou tomografia, avaliação neuropsicológica, exame neuropsicológico, avaliação neuropsicológica, ressonância magnética e tomografia computadorizada. A retirada controlada de líquor por punção lombar também pode indicar se haverá melhora da marcha ou da cognição, ajudando a confirmar a hipótese.
Tratamento exige acompanhamento permanente
O procedimento padrão, quando indicado, é a derivação ventrículo-peritoneal. Um cateter é instalado no sistema ventricular e ligado a uma válvula que regula o fluxo do líquor. O excesso é levado para a cavidade peritoneal, no abdômen, onde pode ser absorvido pelo organismo.
A cirurgia pode reduzir os sintomas e promover melhora significativa, especialmente na capacidade de caminhar, mas não garante reversão completa. Obstrução ou deslocamento da válvula, drenagem excessiva, infecção, sangramento e dores de cabeça estão entre as complicações que exigem vigilância. Alterações progressivas na caminhada, quedas repetidas, confusão mental, perda de memória e incontinência urinária devem ser investigadas por profissionais de saúde, sobretudo após os 60 anos.
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