Registro de CNPJ entre trabalhadores autônomos bate recorde em 2025
Proporção de empregadores e profissionais por conta própria com CNPJ chegou a 35% em 2025, maior nível desde 2012. Avanço foi puxado pelos trabalhadores autônomos, mas ainda há diferenças entre regiões, gênero e nível de instrução.

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Formalização atinge o maior nível da série histórica
A proporção de empregadores e trabalhadores por conta própria com registro no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) atingiu 35% em 2025, o maior porcentual observado desde 2012. Em 2012, esse indicador estava em 24%, o que representa um avanço de 11 pontos porcentuais em pouco mais de uma década.
O crescimento foi influenciado principalmente pela formalização dos profissionais que trabalham por conta própria. Entre eles, 27,1% tinham CNPJ em 2025, quase o dobro dos 15% registrados em 2012. Os empregadores continuam mais formalizados: a taxa subiu de 75,6% para 81,1% no mesmo período.
Mais instrução favorece abertura de empresas
O nível de escolaridade teve peso relevante no avanço. Pela primeira vez na série histórica, mais da metade dos trabalhadores por conta própria com ensino superior tinha CNPJ. O percentual chegou a 50,8%, indicando que maior familiaridade com regras, benefícios e obrigações do mercado pode facilitar a formalização.
Programas como o Microempreendedor Individual (MEI) também ajudaram a simplificar a abertura de empresas e a regularização de profissionais autônomos. A medida reduziu barreiras para quem presta serviços de forma independente, embora ter CNPJ não signifique, necessariamente, contar com a mesma proteção trabalhista de um emprego com carteira assinada.
Brasil tem 26,2 milhões de trabalhadores por conta própria
O número de profissionais autônomos alcançou 26,2 milhões de pessoas em 2025, equivalentes a 25,4% da população ocupada. Desse grupo, cerca de 7,1 milhões possuíam CNPJ. Os empregadores somavam aproximadamente 4,5 milhões, ou 4,4% dos ocupados, e 3,7 milhões estavam formalizados.
O avanço do CNPJ mostra uma mudança importante na organização do trabalho no país, mas ainda não permite medir com precisão a chamada pejotização, prática em que empresas contratam profissionais como pessoa jurídica em vez de manter vínculo empregatício. A pesquisa não traz dados específicos para separar essa realidade da abertura voluntária de negócios individuais.
Centro-Oeste acompanha o Sudeste
As maiores taxas de formalização estavam no Sul, com 46,7%, e no Sudeste, com 41,6%. Norte e Nordeste registraram os menores percentuais, de 15,6% e 20,1%, respectivamente. O Centro-Oeste avançou de 30,1% em 2019 para 41,6% em 2025, igualando o resultado do Sudeste.
As mulheres também mantiveram maior presença no registro formal. Entre empregadoras e profissionais por conta própria, 36,7% delas tinham CNPJ, ante 34,2% dos homens. A diferença de 2,5 pontos porcentuais confirma uma tendência observada nos últimos anos e reforça a participação feminina no empreendedorismo e no trabalho independente.
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