Quem é Alejandro Betancourt, o bilionário por trás do acordo de petróleo entre EUA e Venezuela
O presidente Donald Trump anunciou um acordo considerado histórico para o setor petrolífero, envolvendo a transferência do controle majoritário de 17 jazidas na Venezuela. O negócio, que contempla cerca de 65 bilhões de barris de petróleo, levanta controvérsias devido à participação inesperada da pequena empresa North American Blue Energy e ao histórico polêmico do bilionário Alejandro Betancourt.

Divulgação
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na sexta-feira (28/8) um acordo que classificou como "o maior da história" no setor de petróleo. A negociação envolve a transferência do controle majoritário de 17 jazidas localizadas na Venezuela, áreas que abrigam aproximadamente 21,5% das reservas comprovadas do país sulvo-americano — algo em torno de 65 bilhões de barris. A operação prevê que os Estados Unidos assumam a gestão e a exploração desses campos, com a possibilidade de exportação direta para o mercado norte-americano.
Participantes que fogem do padrão
Diferentemente do que se espera em negociações dessa magnitude, a lista de empresas envolvidas não inclui gigantes do setor como ExxonMobil, ConocoPhillips ou BP. Em seu lugar figura a North American Blue Energy, companhia de porte relativamente pequeno e com pouca presença internacional no segmento de exploração e produção (upstream). A escolha inesperada já levanta questionamentos sobre os critérios que levaram à seleção da empresa.
O bilionário no centro da polêmica
O nome de Alejandro Betancourt surge novamente nas manchetes devido à sua associação histórica com a North American Blue Energy. Nos últimos 15 anos, Betancourt esteve ligado a diversas controvérsias empresariais na Venezuela, incluindo alegações de práticas irregulares em contratos com o Estado e envolvimento em esquemas de lavagem de dinheiro que já foram investigados por autoridades locais e internacionais. O histórico do bilionário contrasta com a magnitude do anúncio feito por Trump.
Riscos jurídicos e geopolíticos
Especialistas em direito internacional apontam possíveis violações de sanções estadounidenses contra a Venezuela e questionam a transparência do processo de licitação que resultou na escolha da North American Blue Energy. Enquanto o governo americano destaca os benefícios econômicos do acordo, setores da sociedade civil e alguns parlamentares exigem maior esclarecimento sobre os termos contratuais, os mecanismos de fiscalização e os riscos de corrupção embutidos na operação. Para analistas ouvidos sobre o tema, o movimento mistura estratégia geopolítica com interesses privados pouco transparentes, o que pode trazer desdobramentos tanto em Washington quanto em Caracas nos próximos meses.
Newsletter
Escolha seus assuntos favoritos e receba em primeira mão as notícias do dia.








