Opep+ mantém produção de petróleo inalterada para outubro
Os sete países da Opep+ decidiram manter as cotas de produção de petróleo inalteradas para outubro, seguindo o cronograma de estabilidade até 2026 e considerando os impactos da guerra entre Estados Unidos e Irã no mercado global.

Divulgação
Em videoconferência realizada neste domingo (6 de setembro de 2026), os sete países que lideram a Opep+ – Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Kuwait, Cazaquistão, Argélia e Omã – decidiram manter as cotas de produção de petróleo inalteradas para o mês de outubro. A reunião, realizada por meio de plataforma digital, contou com a participação dos ministros de Energia e representantes técnicos, que analisaram o cenário de oferta e demanda global antes de chegar ao consenso.
Decisão alinhada ao cronograma de estabilidade até 2026
A medida está em sintonia com o cronograma estabelecido pela aliança, que prevê manter as metas de produção estáveis até o fim de 2026. Esse plano foi traçado para proporcionar previsibilidade ao mercado diante de um ambiente marcado por tensões geopolíticas e flutuações nos preços. Os membros destacaram que a manutenção das cotas evita ajustes bruscos que poderiam ampliar a volatilidade e prejudicar tanto produtores quanto consumidores.
Guerra entre Estados Unidos e Irã influencia o cenário
O conflito entre Estados Unidos e Irã tem afetado diretamente a produção e as exportações de países do Golfo Pérsico, uma vez que o bloqueio parcial do estreito de Ormuz restringe a passagem de petroleiros. Essa restrição reduz o volume de petróleo disponível para o mercado internacional, pressionando os preços para cima. Diante desse cenário, a Opep+ optou por não aumentar a oferta, evitando agravar o desequilíbrio entre oferta e demanda já pressionado pelo conflito.
Composição da Opep+ e recente ajuste de cotas
A Opep+ é formada por Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Kuwait, Cazaquistão, Argélia e Omã. Em agosto, o grupo havia aprovado um aumento de 188 mil barris por dia nas cotas de produção, refletindo uma expectativa de recuperação da demanda global. Porém, diante das novas incertezas provocadas pela guerra no Oriente Médio, os membros decidiram segurar esse avanço e manter os níveis atuais, aguardando a evolução do conflito antes de considerar novos ajustes.
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