Mbrf adia emissão de títulos no exterior com piora do mercado
A companhia resultante da união entre Marfrig e BRF suspende planos de captação internacional devido a instabilidade no cenário financeiro global. Ainda não há previsão para nova data da operação.

Divulgação
A MBRF, empresa formada a partir da combinação de negócios entre Marfrig e BRF, tomou a decisão de adiar uma emissão de títulos de dívida (bonds) que estava em andamento no mercado internacional. A medida foi motivada pela acentuada deterioração das condições para captações financeiras globais nos últimos dias, conforme indicam fontes próximas à operação. Neste momento, não há uma nova data definida para a realização da emissão.
Suspensão de captação internacional
A companhia havia iniciado, ainda nesta semana, uma série de reuniões com potenciais investidores para discutir a emissão de títulos de dívida no exterior. A operação previa a oferta de duas alternativas de prazos: uma com vencimento ligeiramente superior a sete anos e outra com prazo um pouco acima de dez anos. Esta seria a primeira emissão internacional da MBRF desde a concretização da fusão entre Marfrig e BRF, um marco importante para a nova estrutura corporativa.
Avaliação de risco e estrutura da operação
A agência de classificação de risco Fitch havia atribuído rating BB+ aos novos títulos que seriam emitidos. A emissão seria realizada pela MARB BondCo, uma subsidiária integral da MBRF, e contaria com garantias de diversas outras entidades do grupo, incluindo a própria MBRF, BRF, Marfrig Holdings Europe, Marfrig Overseas e NBM US Holdings. A estrutura robusta visava atrair investidores e garantir o sucesso da captação em um cenário mais favorável.
Impacto da volatilidade externa
A decisão de adiar a emissão reflete a cautela adotada pelas empresas em momentos de maior volatilidade nos mercados financeiros globais. A instabilidade pode levar a custos de captação mais elevados e menor apetite dos investidores, tornando a operação menos vantajosa. A MBRF, ao suspender temporariamente seus planos, busca aguardar um ambiente mais propício para concretizar sua estratégia de financiamento internacional, alinhada aos seus objetivos de crescimento e consolidação pós-fusão.
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