Dólar sobe 0,48% e fecha a R$ 5,193; Ibovespa recua 0,99%
Mercados fecham em alta do dólar e queda das ações após Banco Central elevar para 90% a probabilidade de o IPCA ultrapassar o teto da meta em 2026. Investidores também acompanham o encontro entre Trump e Xi Jinping.

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O dólar subiu 0,48% nesta quinta-feira (24 de setembro de 2026) e fechou a R$ 5,193. Em direção oposta, o Ibovespa perdeu 0,99% e terminou o pregão aos 183.965,91 pontos. O resultado mostrou cautela dos investidores diante de sinais internos de pressão inflacionária e dos desdobramentos da relação comercial entre China e Estados Unidos.
BC eleva risco atribuído à inflação
O Banco Central estimou em 90% a probabilidade de o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) superar o limite superior da meta de inflação em 2026. A projeção representa aumento de 11 pontos percentuais em relação à avaliação anterior, quando o risco era calculado em 79%.
O intervalo de tolerância da meta tem teto de 4,50%, com centro em 3,00% e margem de 1,50 ponto percentual para cima ou para baixo. A nova estimativa reforça o desafio das autoridades monetárias para controlar a inflação sem comprometer o ritmo da atividade econômica. Ela também tende a aumentar a atenção do mercado sobre os próximos passos da política de juros e as projeções para os preços.
Trump e Xi defendem cooperação entre potências
Os investidores acompanharam ainda o encontro entre Donald Trump e Xi Jinping na Casa Branca. Durante a agenda, o presidente chinês defendeu uma cooperação mais ampla com Washington em áreas como comércio, inteligência artificial e setor militar. Para os mercados, qualquer avanço entre as duas maiores economias do mundo pode reduzir tensões e melhorar o ambiente para decisões de investimento.
Xi Jinping destacou que os interesses da China e dos Estados Unidos estão profundamente conectados. Ao defender o diálogo, afirmou que a cooperação entre os dois países não resolverá todos os problemas globais, mas será indispensável para enfrentar muitos deles. A declaração foi recebida em um contexto no qual empresas e investidores monitoram tarifas, restrições tecnológicas e possíveis acordos comerciais.
A combinação entre dólar em alta e queda do Ibovespa indica uma sessão marcada por maior aversão ao risco. Enquanto a moeda americana se valorizou diante das incertezas sobre inflação e do cenário externo, as ações brasileiras registraram recuo, refletindo cautela na alocação de recursos.
As próximas movimentações dependerão principalmente de novos dados de preços, das sinalizações do Banco Central e da evolução do diálogo entre China e Estados Unidos. Até lá, o mercado deve permanecer atento a qualquer mudança nas projeções econômicas e nos rumos da política monetária.
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