Crédito no Brasil alcança R$ 7,4 trilhões em agosto com expansão para pessoas físicas
Dados do Banco Central revelam que o estoque total de crédito atingiu R$ 7,4 trilhões em agosto, impulsionado principalmente pelo aumento nas operações com pessoas físicas. A inadimplência geral ficou em 5%, com destaque para o crescimento nas concessões a famílias.

Divulgação
O volume total de operações de crédito no Sistema Financeiro Nacional (SFN) atingiu a marca de R$ 7,4 trilhões em agosto deste ano. O dado, divulgado pelo Banco Central, aponta uma elevação de 0,5% em relação ao mês anterior. A expansão do crédito foi notavelmente impulsionada pelas operações direcionadas a pessoas físicas, que registraram um crescimento de 0,8% no período, totalizando R$ 4,7 trilhões. Em contrapartida, o crédito concedido a pessoas jurídicas apresentou uma leve retração de 0,1%, somando R$ 2,7 trilhões.
Expansão do crédito para famílias e queda para empresas
Analisando o cenário em um período de 12 meses, o crédito total expandiu 9,2%. As operações com pessoas físicas continuaram a liderar esse crescimento, com alta de 10,5%, enquanto o crédito para empresas apresentou uma desaceleração, crescendo 7,1% em 12 meses. O crédito com recursos livres, que exclui operações direcionadas e reguladas, alcançou R$ 4,1 trilhões, com um aumento mensal de 0,2% e anual de 6,5%. Para empresas, o saldo desse tipo de crédito recuou 0,6% no mês, mas avançou 0,5% em 12 meses, totalizando R$ 1,6 trilhão. Já para pessoas físicas, o crédito livre cresceu 0,8% no mês e 10,5% em 12 meses, chegando a R$ 2,6 trilhões. Os principais vetores dessa expansão foram a aquisição de veículos, o uso do cartão de crédito rotativo e o crédito pessoal consignado para trabalhadores do setor privado.
Juros e inadimplência: um cenário misto
A taxa média de juros nas concessões de crédito em agosto foi de 32,3% ao ano, com um leve aumento de 0,2 pontos percentuais em relação ao mês anterior. Nas operações com recursos livres, a taxa média atingiu 48,5% ao ano, com elevação de 0,8 p.p. no mês e 2,3 p.p. em 12 meses. Para as empresas, a taxa média de juros no crédito livre recuou 1,0 p.p. no mês, ficando em 24,2% ao ano, influenciada pela redução nas taxas de cartão de crédito rotativo e de capital de giro. No entanto, para as famílias, a taxa média de juros no crédito livre subiu para 61,7% ao ano, reflexo do aumento nas taxas de cartão de crédito rotativo e parcelado.
Inadimplência em alta para pessoas físicas
A inadimplência geral da carteira de crédito total do SFN situou-se em 5,0% em agosto, um aumento de 0,1 p.p. em relação ao mês anterior e de 0,9 p.p. em 12 meses. Nas operações com pessoas jurídicas, a inadimplência permaneceu estável em 3,3%. Contudo, nas operações com pessoas físicas, o índice avançou 0,2 p.p. no mês, atingindo 6%. Em 12 meses, a inadimplência com pessoas físicas cresceu 1,1 p.p. No crédito com recursos livres, a inadimplência total atingiu 6,6%, com elevação de 0,2 p.p. no mês e 0,9 p.p. em 12 meses. O segmento de famílias foi o que mais sentiu o impacto, com a inadimplência chegando a 8,0%.
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