Correios projetam liberar novo empréstimo de R$ 7 bilhões em 15 de setembro
Estatal espera concluir a documentação e obter o aval do Tesouro Nacional para liberar o crédito contratado com quatro bancos. A operação terá prazo de 15 anos e custo de 114,26% do CDI.

Divulgação
Os Correios projetam concluir até terça-feira, 15 de setembro, as etapas necessárias para liberar um novo empréstimo de R$ 7 bilhões. A operação já foi contratada com um sindicato de bancos, mas o repasse dos recursos ainda depende da regularização da documentação e da garantia da União.
Empréstimo terá prazo de 15 anos
O crédito será fornecido pelo Banco ABC, Citibank, Deutsche Bank e J.P. Morgan. A operação terá custo de 114,26% do CDI, Certificado de Depósito Interbancário, e prazo de 15 anos, incluindo três anos de carência. A taxa ficou abaixo dos 115,13% do CDI cobrados no primeiro empréstimo aprovado dentro do plano de reestruturação.
Aval do Tesouro ainda está em análise
Os Correios formalizaram em 3 de setembro o pedido de garantia da União. Cabe ao Tesouro Nacional avaliar a capacidade de pagamento da estatal antes de autorizar a operação. Com a garantia, o governo federal se responsabiliza pelas obrigações caso os Correios não consigam honrar o compromisso com os bancos.
A análise ocorre depois de questionamentos do TCU, Tribunal de Contas da União, sobre a profundidade do estudo realizado antes da aprovação do primeiro financiamento. O Tesouro Nacional não apresentou manifestação até a conclusão desta reportagem.
Reestruturação reduz necessidade de recursos
O novo crédito integra o plano de reestruturação financeira dos Correios. Com a melhora no caixa registrada no fim de 2025 e a renegociação de dívidas com fornecedores, a necessidade estimada de recursos caiu de R$ 20 bilhões para R$ 19 bilhões.
Em dezembro de 2025, a estatal já havia contratado R$ 12 bilhões com garantia do Tesouro. O empréstimo de R$ 7 bilhões é a segunda operação de crédito prevista no plano e deve reforçar a liquidez da companhia durante a reorganização financeira.
Contrato estabelece condições para repasse e venda
Além da autorização do Tesouro, os Correios precisarão viabilizar o repasse de R$ 6 bilhões previsto no orçamento do governo federal até 2027. O contrato também determina a quitação integral da dívida caso a estatal seja vendida à iniciativa privada no futuro.
A liberação dos recursos pode ampliar a folga de caixa no curto prazo, mas não elimina os desafios estruturais da estatal. A recuperação financeira dependerá da capacidade dos Correios de equilibrar receitas, controlar custos e cumprir o cronograma de reestruturação aprovado pelo governo federal.
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