Cooperativismo: a escolha que fortalece a comunidade e impulsiona a economia do país
Além de preço e qualidade, a decisão de compra de muitos consumidores é influenciada por transparência e responsabilidade social. O modelo cooperativista, centrado nas pessoas e no desenvolvimento comunitário, demonstra impactos econômicos e sociais significativos em todo o Brasil, desde a geração de empregos e renda até a redução da pobreza e o estímulo à educação superior. Uma campanha nacional busca valorizar e incentivar esse consumo consciente.

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Além do preço e da qualidade, o que realmente guia a decisão de compra de um consumidor? Pesquisas recentes indicam que atributos como transparência, sustentabilidade e, acima de tudo, responsabilidade social e comunitária têm um peso crescente na balança. É neste cenário que o modelo cooperativista se destaca, pois sua essência coloca as pessoas no centro das decisões, buscando atender às necessidades de seus membros ao mesmo tempo em que desenvolve ações concretas para as comunidades. Este olhar cuidadoso, que nasce dentro do negócio, é o que diferencia as cooperativas e as posiciona como agentes de transformação.
O diferencial do modelo cooperativista
O cooperativismo vai além da busca incessante pelo lucro, focando no equilíbrio entre o desenvolvimento econômico e social. Membros de uma cooperativa se unem para acessar mercados ou criar soluções que, individualmente, seriam inviáveis. Dr. Pedro Scarpi Melhorim, presidente do Sistema OCB/ES, organização que representa as cooperativas no Espírito Santo, explica que ao escolher uma cooperativa, o consumidor não está apenas adquirindo um produto ou serviço. “A escolha não se baseia apenas no preço e na qualidade do produto ou serviço, mas, principalmente, na realidade por trás da compra, ou seja, em como ele foi produzido ou viabilizado”, esclarece. É a arte de somar interesses que convergem para multiplicar resultados benéficos para cooperados, clientes, parceiros e toda a sociedade.
Impacto real nas comunidades: do Espírito Santo ao Brasil
O impacto positivo das cooperativas é tangível. No Espírito Santo, por exemplo, o setor reúne 1,1 milhão de cooperados, gera renda para 14,1 mil colaboradores e contribuiu com R$ 839,8 milhões em impostos e taxas em 2025. Além disso, no último ano, R$ 26,1 milhões foram investidos em projetos sociais, impactando diretamente 702 mil pessoas. Em âmbito nacional, estudos do Sistema OCB em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) revelam que municípios com cooperativas apresentam um Produto Interno Bruto (PIB) por habitante R$ 5,1 mil maior e um acréscimo de 28,4 novos empregos formais a cada 10 mil habitantes. A presença do cooperativismo de crédito, especificamente, tem sido associada à redução de famílias em situação de pobreza e de dependência de programas sociais, além de impulsionar matrículas no ensino superior.
Campanha 'Escolha o Coop' reforça valores
Carlos André Santos de Oliveira, diretor-executivo do Sistema OCB/ES, ressalta que esses indicadores são prova da capacidade do cooperativismo em fomentar a qualidade de vida. “As cooperativas são vantajosas para o próprio quadro social, formado pelos cooperados, e para quem vive ao redor delas. São negócios que ajudam a reter riquezas e desenvolver as cidades onde funcionam”, reflete. Para valorizar e estimular a escolha por esses negócios, o Sistema OCB lançou a campanha “Escolha o Coop”, com conteúdos em redes sociais e ações de trade marketing em supermercados, destacando produtos de cooperativas. A iniciativa, que também terá desdobramentos em mídias tradicionais e digitais no segundo semestre, busca mostrar que comprar de cooperativas é um ato de consumo consciente que fortalece toda a comunidade.
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