Bitcoin lidera ganhos em setembro, mas Ibovespa mostra força no ano
Criptomoeda registra a maior alta mensal, enquanto o principal índice da bolsa brasileira acumula os melhores resultados em 2026 e em 12 meses. Ouro, por outro lado, sofre a maior desvalorização.

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O mês de setembro de 2026 trouxe um cenário de contrastes para os mercados financeiros. O Bitcoin se destacou com a maior valorização entre os principais indicadores, apresentando um avanço de 6,51%. Em seguida, o Ibovespa, termômetro da Bolsa brasileira, também demonstrou força, com uma alta expressiva de 5,03%. Essa performance positiva do índice acionário se estende por períodos mais longos, consolidando sua posição como o de melhor desempenho em 2026, com um ganho acumulado de 15,65%, e em 12 meses, com 27,42%. A alta mensal do Ibovespa superou a inflação medida pelo IPCA-15 em 4,33 pontos percentuais.
Ouro em queda livre e o dólar em recuo
Em contrapartida à ascensão do Bitcoin e do Ibovespa, o ouro registrou a pior performance entre os 13 indicadores analisados em setembro, com uma desvalorização de 6,52%. Essa queda acentuada no metal precioso contrasta com sua valorização em 12 meses, que ainda se mantém positiva em 8,16%. O dólar comercial também seguiu em trajetória de recuo, fechando o mês com uma queda de 0,12%, e acumulando perdas de 5,74% em 2026 e 2,80% em 12 meses. O dólar turismo acompanhou essa tendência, com quedas respectivas de 0,22% no mês, 5,80% no ano e 2,84% em 12 meses.
Renda fixa e inflação: um olhar sobre os títulos públicos
No universo da renda fixa, os títulos do Tesouro Direto apresentaram resultados consistentes. O Tesouro IPCA+ com vencimento em 2029 rendeu 2,20% em setembro, 10,44% no ano e 13,37% em 12 meses. Já o Tesouro Prefixado subiu 1,66% no mês, com 8,52% em 2026 e 11,77% em 12 meses. O Tesouro Selic demonstrou a maior rentabilidade em todos os períodos, com avanço de 1,07% em setembro, 10,69% no ano e 14,66% em 12 meses. Todos esses papéis superaram o IPCA-15 acumulado no ano (3,82%) e em 12 meses (4,47%). A inflação medida pelo IPCA-15 ficou em 0,70% em setembro.
Risco Brasil em alta e a volatilidade do Bitcoin no longo prazo
O indicador de Risco Brasil apresentou uma alta de 6,56% em setembro, encerrando o mês em 124,90 pontos. Apesar desse movimento de ascensão mensal, o indicador acumula uma queda de 13,42% em 2026. É importante notar a volatilidade do Bitcoin quando se amplia a janela de análise. Apesar da valorização de setembro, a criptomoeda registra uma queda de 4,51% no ano e uma expressiva desvalorização de 26,55% em 12 meses, a pior marca entre os indicadores analisados. Isso demonstra que a alta recente não foi suficiente para compensar as perdas acumuladas em períodos mais extensos.
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