Açúcar recua em Nova York após realização de lucros e queda do petróleo
O contrato de açúcar demerara com entrega para março de 2027 caiu 3,14% nesta sexta-feira (11/9), cotado a 19,13 centavos de dólar por libra-peso. Movimento de realização de lucros após altas recentes foi reforçado pela desvalorização do petróleo.

Divulgação
O preço do açúcar recuou na bolsa de Nova York no fechamento desta semana. Os contratos de açúcar demerara com entrega para março de 2027 fecharam em queda de 3,14% nesta sexta-feira (11/9), cotados a 19,13 centavos de dólar por libra-peso.
Realização de lucros após avanço recente
O movimento reflete, principalmente, a realização de lucros por investidores após a sequência de altas observada nas últimas sessões. A commodity havia alcançado recentemente o maior valor em três anos em Nova York, impulsionada pela percepção de que a oferta mundial permanece ajustada.
Esse tipo de movimento é comum em mercados que acumulam ganhos expressivos em curto período. Ao vender parte de suas posições, os investidores transformam a valorização registrada em resultado financeiro, o que aumenta a pressão sobre os preços e pode acelerar correções pontuais.
Queda do petróleo reforçou o recuo
A desvalorização do petróleo também contribuiu para o humor negativo do pregão. A matéria-prima caiu mais de 2% nesta sexta-feira, após avançar cerca de 2% na véspera, em uma semana marcada por oscilações e maior cautela entre os participantes do mercado.
A movimentação do petróleo influencia o ambiente geral de negociação das commodities e pode afetar a percepção sobre produtos ligados ao setor de energia, incluindo o açúcar utilizado na produção de etanol. A combinação entre volatilidade externa e ganhos anteriores abriu espaço para um recuo mais acentuado.
Oferta ajustada continua no centro do mercado
Apesar da queda nesta sexta-feira, o sentimento de oferta mundial apertada continua acompanhando o mercado de açúcar. A proximidade entre demanda e disponibilidade do produto segue como um dos principais fatores observados por produtores, comerciantes e investidores.
Com isso, a tendência é de manutenção da volatilidade. Enquanto a realização de lucros favorece correções de curto prazo, as condições da oferta global podem continuar sustentando o interesse pelo açúcar nos próximos pregões.
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