Probabilidade de nova estiagem na Amazônia é alta
Mapeamento do MapBiomas identifica 2.172 localidades altamente expostas à seca durante o El Niño de 2024. O resultado serve de alerta para um novo ciclo do fenômeno, previsto com maior intensidade.

Divulgação
Um mapeamento divulgado neste mês pelo MapBiomas identificou 2.172 localidades da Amazônia altamente expostas à seca durante o El Niño de 2024. A área levantada inclui municípios do Amazonas, do Pará e de outros estados que integram o bioma, representando 38% dos territórios mapeados com base nos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Áreas sob maior risco
O levantamento mostra onde a combinação de fatores climáticos e condições locais tornou os efeitos da estiagem mais críticos no ano passado. A classificação serve como referência para orientar o monitoramento ambiental, a gestão hídrica e a preparação de respostas públicas diante de um possível novo período de escassez de chuvas.
El Niño mais intenso eleva o alerta
Bruno Ferreira, pesquisador do Imazon e integrante da equipe da Amazônia do MapBiomas, avalia que os dados de 2024 podem funcionar como parâmetro para compreender os impactos do fenômeno que volta a se formar neste ano. Para ele, a chance de novas secas nessas localidades é alta, principalmente porque o El Niño previsto pode ser mais severo do que o registrado em 2024.
Impactos podem atingir comunidades e atividades econômicas
Estiagens prolongadas na Amazônia costumam reduzir o volume de rios e igarapés, dificultar o abastecimento de água e prejudicar o transporte fluvial em regiões onde as vias navegáveis são essenciais para o deslocamento de pessoas e mercadorias. A falta de chuvas também aumenta a preocupação com incêndios, afeta a produção agropecuária e impõe dificuldades adicionais a comunidades rurais e ribeirinhas.
Monitoramento precisa começar antes da crise
O mapa não indica que todas as localidades sofrerão uma seca da mesma intensidade, mas aponta aquelas com maior vulnerabilidade. A informação pode ajudar governos e órgãos de defesa civil a acompanhar reservatórios, rios e áreas críticas, além de antecipar ações de prevenção, assistência às populações afetadas e controle de focos de fogo. A repetição do risco reforça a necessidade de planejamento permanente diante de eventos climáticos extremos.
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