Amazonas tem cidades em emergência climática
Onze municípios do Amazonas estão em situação de emergência por causa da estiagem. Outros 12 permanecem em alerta e 14 em atenção. O governo estadual monitora o nível dos rios e prepara ajuda para comunidades ribeirinhas e tradicionais.

Divulgação
Estiagem coloca municípios em situação crítica
O Amazonas decretou estado de emergência climática ambiental em julho como medida preventiva diante dos possíveis impactos da estiagem agravada pelo El Niño. A decisão busca reduzir danos especialmente nas comunidades ribeirinhas e tradicionais, que dependem dos rios para transporte, abastecimento de água, acesso a alimentos e deslocamento até serviços essenciais.
Neste momento, 11 municípios amazonenses estão em situação de emergência. Outros 12 permanecem em alerta e 14 em atenção. O principal temor é que a queda contínua no nível dos rios, igarapés e lagos dificulte ainda mais a circulação de pessoas e mercadorias no interior do estado, onde as vias fluviais funcionam como estradas.
Seca ameaça abastecimento e economia local
A redução das águas pode comprometer o envio de alimentos, medicamentos, combustível e materiais de higiene para localidades mais isoladas. A estiagem também afeta atividades fundamentais para a renda de muitas famílias, como a pesca e a agricultura de subsistência, aumentando o risco de desabastecimento e de perda de produtos cultivados ou armazenados nas comunidades.
O governo estadual mantém monitoramento meteorológico e hidrológico durante 24 horas para acompanhar a evolução do clima e do nível dos rios. A Defesa Civil prepara a distribuição de cestas básicas, kits de higiene, produtos de limpeza e outros insumos às populações afetadas a partir deste mês.
Purificadores reforçam acesso à água
Entre as ações preventivas está o projeto Água Boa, que instala sistemas de purificação em comunidades sem acesso adequado a fontes próprias para consumo. A iniciativa é especialmente importante nos períodos de seca, quando rios, igarapés e poços ficam com menos água e maior quantidade de barro. Mais de 800 purificadores foram implantados desde 2019.
Quando as fontes secam completamente, a resposta inclui o envio de água e caixas-d’água como ajuda humanitária. A operação de enfrentamento à estiagem deve acompanhar o cenário até dezembro, com o objetivo de evitar que comunidades distantes da capital fiquem sem assistência durante os meses mais críticos.
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