Caixa leva impasse com bancários à Justiça após mediação sem acordo
A Caixa ajuizou dissídio coletivo nesta quinta-feira (24 de setembro), após 15 dias de greve nacional e uma nova rodada de negociações sem consenso. O principal ponto de disputa é o custeio do plano de saúde Saúde Caixa.

Divulgação
A Caixa Econômica Federal ajuizou dissídio coletivo na Justiça do Trabalho para buscar uma solução judicial para o impasse com os bancários. A medida foi apresentada nesta quinta-feira (24 de setembro), durante o 15º dia da greve nacional iniciada em 10 de setembro e mantida por tempo indeterminado. O principal tema da negociação é o custeio do plano de assistência médica Saúde Caixa.
Mediação no TST termina sem consenso
A ação foi encaminhada após uma tentativa de mediação realizada na quarta-feira (23 de setembro) pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST). A sessão contou com a presença da Caixa, da Contraf-CUT e da Contec, entidades que representam segmentos dos trabalhadores do setor financeiro. A audiência foi solicitada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), mas não resultou em acordo.
O Tribunal informou que não houve consenso entre as partes, embora as negociações possam ser retomadas. Enquanto não há uma decisão judicial ou novo entendimento coletivo, o Comando Nacional dos Bancários deve definir os próximos passos da paralisação. A greve segue ativa até deliberação da categoria.
Proposta rejeitada pela terceira vez
Os bancários rejeitaram por três vezes uma proposta da Caixa apresentada durante as negociações. A última oferta ampliava, a partir de 2027, o limite da participação do banco no custeio do Saúde Caixa de 6,5% para 9% da folha de pagamento. Em 2026, não haveria reajuste das mensalidades, e a Caixa assumiria o déficit do plano no período.
Pela proposta, a contribuição dos titulares seria fixada em 3,7% da remuneração-base. Para dependentes, os valores previstos eram de R$ 560 para diretos, R$ 660 para filhos entre 21 e 24 anos e R$ 900 para filhos entre 24 e 27 anos, além de pais ou mães remanescentes. Consultas em pronto atendimento teriam coparticipação de R$ 120, enquanto a telemedicina permaneceria sem cobrança adicional.
A oferta também incluía um prêmio extraordinário de R$ 3 mil por funcionário, condicionado ao cumprimento do Índice de Eficiência Operacional (IEO) de 2026, além de alterações em regras de promoção e outros pontos do Acordo Coletivo de Trabalho. Mesmo com essas mudanças em relação às propostas anteriores, mais de 90% dos participantes das assembleias rejeitaram o texto.
Movimento mantém mobilizações
Além das negociações, os bancários realizam novas mobilizações. Em São Paulo, a categoria convocou uma assembleia na Avenida Paulista, a partir das 12h desta quinta-feira. O Comando de Greve também tem reunião marcada para as 17h30 para avaliar as próximas medidas.
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