Toyota inaugura nova fundição em Porto Feliz após vendaval derrubar telhado
Um ano após um vendaval destruir o telhado da fábrica de motores em Porto Feliz, a Toyota retoma atividades no complexo original com uma nova fundição. A recuperação incluiu transferência emergencial para um galpão provisório e retomada da produção em quatro meses.

Divulgação
A Toyota retomou parte das operações no complexo de Porto Feliz, no interior de São Paulo, com a inauguração de uma nova fundição, um ano após um vendaval associado a uma microexplosão atmosférica derrubar o telhado da fábrica de motores. A unidade volta a ocupar o espaço original depois de uma reconstrução acelerada e da montagem temporária da operação em outro galpão.
Evacuação evitou acidentes graves
O desabamento ocorreu em 22 de setembro de 2025, de forma repentina. A queda de energia pouco antes da tempestade acionou os protocolos de segurança e permitiu a retirada dos funcionários da área principal. Cerca de três minutos depois, a cobertura cedeu, expondo equipamentos de precisão à chuva e ao sol. A rapidez da evacuação impediu acidentes graves.
Empresa montou operação de guerra
Diante da perda da estrutura, a Toyota criou uma sala de gestão emergencial para concentrar decisões e acelerar a recuperação. A prioridade foi retirar e realocar centenas de máquinas, preservar projetos em andamento e reduzir impactos sobre a cadeia de produção. A transferência envolveu 622 equipamentos, transportados a um ritmo médio de dez unidades por dia.
Produção voltou em quatro meses
A solução emergencial foi instalada no Condomínio Empresarial DVR, a 11 quilômetros da fábrica de veículos de Sorocaba. O local tinha piso reforçado, refeitório e pátio, mas a capacidade elétrica era insuficiente para a indústria. Uma subestação que levaria cerca de dez meses para ser construída ficou pronta em três, com apoio da concessionária local, enquanto geradores sustentaram os primeiros testes.
Em 26 de janeiro de 2026, apenas quatro meses após o desastre, a produção havia sido retomada no galpão provisório. A operação voltou a fabricar 400 motores 1.5 por dia, incluindo a versão exclusiva do Yaris Cross, equipada com tecnologia híbrida flex e injeção direta.
Fundição retorna com estrutura reforçada
O vendaval também provocou perdas importantes na fundição. Enquanto a Toyota manteve o abastecimento com moldes enviados ao Japão e à Indonésia, equipamentos do motor 2.0 flex, usado em Corolla e Corolla Cross, ficaram armazenados ou tiveram demanda absorvida pela matriz. A nova fundição em Porto Feliz recebeu reforços metálicos 45% mais resistentes que os do projeto original. A previsão é transferir novamente toda a produção do motor 2.0 para a unidade até 2028.
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