Toyota Hilux vira papamóvel de Leão Xiv antes da nova geração
Duas Toyota Hilux produzidas em Zárate, na Argentina, serão adaptadas para a primeira visita de Leão XIV ao país. As picapes seguirão exigências do Vaticano e serão doadas à Santa Sé após os compromissos de novembro.

Divulgação
A Toyota Hilux ganhará uma função inédita e simbólica antes da chegada da próxima geração. Duas picapes produzidas na fábrica de Zárate, na Argentina, serão transformadas em papamóveis para os deslocamentos de Leão XIV durante sua primeira visita ao país, marcada para os dias 8 a 11 de novembro.
Duas picapes seguem exigências do Vaticano
As unidades estão sendo preparadas por funcionários da própria planta argentina, com base em especificações de segurança e protocolo definidas pelo Vaticano. A Toyota ainda não revelou detalhes sobre a versão utilizada, as alterações na carroceria ou os equipamentos instalados. Após a viagem, as duas Hilux serão doadas à Santa Sé e poderão ser utilizadas em outros compromissos do pontífice.
Agenda passa por quatro cidades argentinas
A escolha de dois veículos acompanha a extensão dos deslocamentos previstos. Leão XIV terá compromissos em Buenos Aires no dia 8, seguirá para Claypole, na região metropolitana, no dia 9, e visitará Córdoba em 10 de novembro. A agenda será encerrada em 11 de novembro com uma missa na Basílica de Luján.
Hilux não é a primeira Toyota usada pelo papa
A relação entre a Toyota e os veículos papais já tinha um capítulo relevante antes da adaptação das picapes. Em 2019, durante a visita de Francisco ao Japão, a fabricante transformou uma unidade do sedã Mirai em papamóvel. O modelo ficou conhecido como o primeiro veículo papal movido a hidrogênio, antecipando a busca por alternativas de baixa emissão em deslocamentos oficiais.
Brasil também teve um papamóvel simples
Durante a Jornada Mundial da Juventude de 2013, no Rio de Janeiro, Francisco circulou em um Fiat Idea Attractive 1.4 alugado pela Localiza. O papa havia pedido um carro relativamente alto, espaçoso e com boa área envidraçada, mas sem blindagem. O veículo ficou cercado por fiéis durante um congestionamento no centro da cidade e voltou com marcas na porta e no para-lama traseiro direito. A Fiat depois recomprou a unidade e a incorporou ao acervo histórico da fábrica de Betim, em Minas Gerais.
Despedida da geração atual
A passagem de Leão XIV pela Argentina ocorre em um momento de transição para a Hilux. A geração atual deve deixar de ser comercializada no país poucos dias antes da estreia da sucessora, cuja chegada ao mercado argentino está prevista para a segunda quinzena de dezembro. Como a fábrica de Zárate também abastece o Brasil, a renovação da picape é esperada por aqui nos primeiros meses de 2027.
Próxima Hilux amplia tecnologia e deve diversificar motores
Apesar de ser apresentada como uma nova geração, a futura Hilux manterá a arquitetura básica lançada em 2015 e o entre-eixos de 3,08 metros. As principais mudanças devem aparecer no desenho externo, no acabamento interno e na tecnologia de bordo, incluindo um painel redesenhado e uma central multimídia de até 12,3 polegadas.
O motor 2.8 turbodiesel de 204 cv deve continuar na gama inicialmente. A linha também pode receber uma configuração híbrida leve de 48V e, posteriormente, uma versão totalmente elétrica. Com isso, a aparição das Hilux adaptadas para Leão XIV deve marcar uma das últimas grandes ocasiões públicas da geração atual antes da renovação produzida em Zárate.
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