Stellantis amplia aposta na desmontagem de veículos no Brasil
Centro em Osasco transforma carros com perda total em peças usadas rastreáveis e materiais recicláveis. Em um ano, a operação recuperou mais de 20 mil componentes e destinou corretamente 862 toneladas de resíduos.

Divulgação
A Stellantis ampliou sua atuação no ciclo de vida dos veículos com um centro especializado na desmontagem de carros declarados como perda total pelas seguradoras. Instalado em Osasco, na Grande São Paulo, o espaço transforma automóveis com baixa definitiva em peças usadas rastreáveis e em matéria-prima para reciclagem.
Durante o primeiro ano de funcionamento, a unidade processou 1.150 veículos. Mais de 20 mil componentes foram recuperados, dos quais cerca de 11 mil já foram vendidos em diferentes regiões do país. A operação também deu destinação adequada a 862 toneladas de materiais e a quase 14 mil litros de fluidos automotivos.
Operação atende várias marcas
Embora pertença à Stellantis, o centro não trabalha apenas com veículos Fiat, Jeep, Peugeot, Citroën e Ram. A unidade recebe modelos de diferentes fabricantes, adquiridos principalmente por meio de seguradoras e leilões. Carros com cinco a 15 anos de uso representam a maior parte do interesse comercial, mas modelos mais antigos também podem ser aproveitados quando possuem peças difíceis de encontrar.
Antes da compra, a equipe avalia procedência, histórico, estado geral e potencial de recuperação dos componentes. Essa análise é essencial para evitar a entrada de veículos com problemas jurídicos e definir quais itens ainda podem retornar ao mercado com segurança e rastreabilidade.
Testes identificam o que ainda funciona
Depois de receber baixa definitiva no Detran, o veículo não pode voltar a circular, mesmo que parte de sua mecânica esteja preservada. Por isso, cada unidade passa por uma avaliação detalhada antes da desmontagem. Quando possível, o carro é ligado e testado sobre rolos para verificar motor, câmbio, ruídos, fumaça e irregularidades.
Os sistemas eletrônicos também são examinados por scanners, que identificam falhas armazenadas e ajudam a determinar o estado real dos componentes. O objetivo é separar o que pode ser reaproveitado daquilo que deve seguir exclusivamente para reciclagem.
Fluidos são retirados antes da desmontagem
A etapa seguinte ocorre na área de descontaminação. Combustível, óleo do motor, fluido de arrefecimento, líquidos de freio e o gás do ar-condicionado são removidos antes que o veículo avance pela linha. O procedimento reduz o risco de vazamentos e impede que substâncias poluentes contaminem outras peças ou o ambiente de trabalho.
No primeiro ano, foram recolhidos quase 14 mil litros de fluidos. Desse total, mais de 4,6 mil litros eram óleo lubrificante e aproximadamente 1,83 mil litro correspondiam a fluido de arrefecimento. Todos receberam destinação adequada, conforme o tipo de resíduo.
Peças seguem para um novo ciclo
Com o veículo limpo e identificado, começa a retirada sistemática dos componentes. Portas, faróis, lanternas, retrovisores, painéis, motores, peças de acabamento e elementos elétricos são separados com ferramentas específicas. O trabalho exige técnica, pois uma retirada incorreta pode danificar itens que ainda têm valor comercial.
Depois da inspeção e do acondicionamento, as peças podem ser oferecidas ao mercado de reposição. Já a estrutura restante e os materiais sem aproveitamento direto são encaminhados para reciclagem ou outras aplicações industriais. O modelo reduz o descarte irregular e mostra que a economia circular também tem espaço no setor automotivo.
Newsletter
Escolha seus assuntos favoritos e receba em primeira mão as notícias do dia.








