Segurança de voo orienta lançamento do VS-30 no Rio Grande do Norte
Planejamento da trajetória, restrição temporária de áreas e monitoramento meteorológico sustentam a Operação Potiguar Fase 2, que levará o VS-30 V16 ao espaço suborbital a partir do CLBI. A missão também testa a recuperação da plataforma de microgravidade.

Divulgação
A segurança de voo é um dos principais cuidados da Operação Potiguar Fase 2, programada até 19 de setembro no Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), em Parnamirim, no Rio Grande do Norte. Antes do lançamento do veículo de sondagem VS-30 V16, equipes analisam trajetória, definem áreas restritas e acompanham as condições atmosféricas para reduzir riscos e aumentar a precisão da missão.
Trajetória definida antes do lançamento
A operação exige coordenação com a Marinha do Brasil e com o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA). As restrições temporárias para aeronaves e embarcações são divulgadas por meio dos avisos NOTAM e NOTMAR, respectivamente. As informações permitem que pilotos e navegantes conheçam antecipadamente as áreas afetadas e se organizem durante a janela de lançamento.
O monitoramento meteorológico tem papel decisivo, especialmente na medição da velocidade e da direção dos ventos. Como o VS-30 não possui sistema de controle ativo para corrigir a rota durante a subida, qualquer variação atmosférica pode alterar sua trajetória. O veículo também não conta com um sistema de terminação de voo, recurso presente em alguns foguetes de maior porte.
Por esse motivo, a segurança depende da confiabilidade do veículo, dos estudos de estabilidade e da precisão dos cálculos que direcionam o foguete para o mar. A área prevista para o impacto precisa ser segura, controlada e compatível com os parâmetros estabelecidos antes da autorização final.
Radar e meteorologia apoiam o resgate
Durante a missão, dados meteorológicos e de rastreamento por radar ajudarão a estimar o ponto de queda. Essas informações são essenciais tanto para proteger o tráfego aéreo e marítimo quanto para localizar a carga útil após o retorno. A necessidade de recuperar a plataforma torna esta segunda fase mais complexa que a realizada em 2024 e exige critérios mais rigorosos para a utilização da janela de lançamento.
A missão integra o programa de microgravidade da Agência Espacial Brasileira (AEB), voltado à seleção de experimentos científicos e tecnológicos para voos suborbitais e orbitais. Na Operação Potiguar Fase 2, o foco está na Plataforma Suborbital de Microgravidade (PSM-R), desenvolvida para transportar equipamentos que necessitam de um ambiente com baixa influência da gravidade. O teste em condições reais de voo busca qualificar o sistema responsável por recuperar a plataforma após o lançamento.
O VS-30 V16 foi desenvolvido pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), organização militar da Força Aérea Brasileira vinculada ao Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial. Lançado por trilho, o veículo utiliza estabilização aerodinâmica e por rotação. Sua massa total é de aproximadamente 1.600 kg, com carga útil estimada em 401 kg. As simulações indicam apogeu próximo de 100 km e alcance de cerca de 90 km.
Newsletter
Escolha seus assuntos favoritos e receba em primeira mão as notícias do dia.








