Jeep Commander híbrido leve ganha fôlego urbano, mas segue caro
O Jeep Commander 2027 ganha sistema híbrido leve de 48 V nas versões Limited e Overland. A tecnologia melhora respostas em baixas velocidades e o consumo urbano, mas não aumenta o desempenho máximo nem reduz o preço do SUV.

Divulgação
O Jeep Commander 2027 recebe sua principal novidade nas versões mais caras da linha: um sistema híbrido leve de 48 volts. A tecnologia busca tornar as saídas e retomadas menos trabalhosas, além de reduzir o consumo em trajetos urbanos. Por outro lado, o SUV mantém o mesmo tempo de aceleração e continua com preços elevados.
O conjunto passa a equipar as versões Limited, por R$ 255.690, e Overland, por R$ 283.790. A Longitude, de R$ 228.790, permanece fora da atualização e segue com o conjunto mecânico convencional.
Mesmo motor, auxílio elétrico de 48 V
Sob o capô continua o 1.3 turbo flex de 176 cv e 27,5 kgfm, associado ao câmbio automático de seis marchas. A diferença está no sistema MHEV, que acrescenta até 6,6 kgfm de auxílio para aliviar o motor a combustão. A bateria é recarregada automaticamente e o carro não se move usando apenas o componente elétrico.
Na prática, o Commander responde com mais prontidão em arrancadas e ultrapassagens. Ainda assim, não se transforma em um SUV ágil: a aceleração de 0 a 100 km/h permanece em 10,5 segundos, tanto com gasolina quanto com etanol. A principal contribuição da eletrificação aparece no uso cotidiano, especialmente no trânsito.
Consumo melhora na cidade, mas não na estrada
A Jeep informa médias de 11 km/l no ciclo urbano e 11,2 km/l no rodoviário com gasolina. Em comparação com o modelo anterior, que fazia 10 km/l na cidade e 11,5 km/l na estrada, a evolução concentra-se nos percursos com mais arrancadas e paradas. Quem roda frequentemente em rodovias terá ganho praticamente nulo.
O start-stop também foi refinado e proporciona religagens mais suaves, mas continua demorado para entrar em ação. Agora, a função não pode ser desativada, o que pode incomodar motoristas que preferem manter o motor ligado em congestionamentos ou paradas rápidas.
Visual discreto e interior bem equipado
Por fora, a mudança é discreta. O Commander mantém o desenho atualizado na linha anterior e ganha apenas o emblema MHEV com detalhes verdes na tampa traseira e duas saídas de escape funcionais, herdadas da versão Blackhawk. Nada no conjunto visual sugere uma reestilização profunda.
O mesmo vale para a cabine. A versão Overland oferece acabamento refinado, bancos elétricos, teto solar, ar-condicionado digital de duas zonas, câmera de 360 graus, assistente de permanência em faixa, frenagem automática, controle de cruzeiro adaptativo, carregamento por indução e som Harman Kardon. O quadro digital tem 10,25 polegadas, enquanto a central multimídia de 10,1 polegadas traz Android Auto e Apple CarPlay sem fio, mas já demonstra defasagem em layout e velocidade.
Conforto continua sendo o ponto forte
A suspensão macia absorve bem imperfeições do asfalto e prioriza o conforto dos ocupantes. Em contrapartida, o conjunto não favorece tocadas mais rápidas, e a sensação de peso permanece presente nas acelerações e mudanças de direção. A terceira fileira também serve melhor a viagens curtas, pois oferece espaço limitado.
O novo sistema híbrido leve cumpre o papel de melhorar a fluidez urbana e cortar alguns litros de gasolina nesse ambiente. Contudo, não entrega mais desempenho, perde um pouco na estrada e chega a versões que já custam acima de R$ 250 mil. A atualização é bem-vinda, mas talvez não seja suficiente para justificar sozinha o preço do Commander.
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